quarta-feira, 21 de abril de 2010
EXERCÍCIO - PRESSÃO
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
UMA REFLEXÃO (DESORDENADA) SOBRE ALGUNS PONTOS IMPORTANTES PARA A PRODUÇÃO DE UM FUTEBOL DE QUALIDADE
Bobby Moore
Sendo objetivo e simples em uma definição de uma equipe de qualidade, pensei no FC Barcelona ou do Arsenal FC como modelo de equipe que gera um tipo de futebol de alta qualidade (para mim o futebol de qualidade, é o futebol bem jogado, com posse e domínio do jogo, com velocidade e muito jogo coletivo... isso para mim...), um futebol bonito de assistir. Estas equipes apresentam algumas características:
FC Barcelona
_______________________________
QUALIDADE INDIVIDUAL
IMPOSIÇÃO MENTAL
O jogador precisa saber impor o futebol, o treino, no jogo, e para isso tem que ter um tipo de personalidade que o permita fazer isso, nem todos tem regularidade, nem todos jogam sob pressão, os sanguíneos e coléricos e alguns fleumáticos conseguem se colocar melhor em modelos desse tipo, em especial os sanguíneos. (seguindo uma referência simplificadora de personalidades). Daí a importância na escolha do jogador.
DESENVOLVIMENTO GERAL ADAPTADO AO MODELO
O jogador precisa estar bem preparado desportivamente, ou seja, precisa estar treinado e bem treinado, em todas as dimensões, se não resiste em determinado momento ao modelo. A Tática não é técnica, não é física e não é psicológico, mas precisa de todas estas para se manifestar.
EXPERIÊNCIA DO JOGADOR
É importante a mescla de jogadores com bagagem e de jogadores com menos experiência, porém se o jogador tem um tipo de personalidade ativa, definidora, decisional, inteligente, motivadora, ele consegue suprir a falta de experiência no campo.
TALENTO
O jogador, o modelo e o sistema têm que se complementar, e é difícil acertar isso logo de cara, é preciso treino(s) por isso a importância de uma definição de princípios, para saber qual o jogador mais adequado, mas de antemão já digo que, independente do tipo de jogador, terá que ter qualidade técnica, pois este tipo de jogo requer um passe bom, um primeiro toque na bola muito bom, ou para passar ou para dominar, isso gera a velocidade coletiva.
SISTEMA DE JOGO E JOGO POSICIONAL
O sistema ideal é o que forme em sua estrutura o maior numero possível de triângulos e losangos no campo, forma geométrica esta que permite um maior número de opções no local em que se encontra o jogador com a bola, é o mais adequado para este tipo de jogo. O sistema é a estrutura em que ocorrem as ações do modelo. O sistema de jogo possibilita o jogo posicional, que por sua vez possibilita a velocidade coletiva.
Os triângulos são figuras geométricas que se restringem a três lados, para o desenvolvimento do jogo de passes a formação de triângulos é fundamental. OS losangos também são gerados pela aproximação ao homem da bola, a fim de manter a posse e progredir de forma segura.

JOGO APOIADO
É o jogo de aproximações, um jogador ao receber a bola deve ter opções de diversos tipos, para que escolha a que achar mais adequada dentro da sua capacidade decisional:
- Começo
- Virada
- Fundo
- Finalização

ZONAS DE CRIAÇÃO
São zonas que devem estar preenchidas para haver uma velocidade na capacidade de decisão dos jogadores, resumo as seguintes zonas:

CIRCULAÇÃO DE BOLA
Uma arte a de circular a bola com paciência, mas de forma objetiva, muitos confundem ter a bola com ficar com a bola sem objetivo, o objetivo do futebol sempre foi o gol, e sempre vai ser então posse sem este objetivo é qualquer coisa fora do futebol, portanto o gol é sempre o alvo, mas querer isso, e ficar com a bola por um longo tempo, é uma arte que depende de vários fatores já citados.

TRANSIÇÕES DEFINIDAS
Uma boa transição é gerada através de um jogo treinado, pode-se transitar em velocidade ou em segurança, e o jogador precisa saber as duas formas, pois faz parte do jogo escolher as duas, e isso o treino analítico tem maior dificuldade em ensinar, a periodização tática, tem mais facilidade, pois se quer ser rápido em uma investida, precisa de velocidade coletiva, precisa de passes precisos, precisa de mobilidade coletiva, precisa de características treinadas, e bem treinadas.
VELOCIDADE COLETIVA
Citei várias vezes este princípio, que para mim é simples, e pouco tem a ver com a velocidade de deslocamento. Vou ser simples na definição de conceitos:
-Velocidade de deslocamento = Velocidade individual, da fibra muscular, da reação, do pensamento, da ação, do deslocamento sem bola, é importante, porém não é a mais importante.
- Velocidade coletiva = Velocidade da equipe e da bola, portanto um jogador de fibra lenta pode ser rápido, se pensar dentro da equipe nas ações da equipe, e no momento em que muitos jogadores de uma equipe pensam a mesma coisa ao mesmo tempo, se adquiriu a velocidade coletiva, isso tanto no momento ofensivo como defensivo.
VELOCIDADE COLETIVA - ARSENAL FC
ALTERNÂNCIA DE RITMO E DISTÂNCIAS DE PASSES
Diz respeito à forma como o passe será dado, poderá ser curto (de 2 a 20 metros) ou longo (de 25 a 50 metros, ou mais), e poderá ser de risco ou seguro, dependendo da zona, pode se utilizar tipos diferentes de passe.
ALTERNÂNCIA DE CORREDOR DE INVESTIDA
A capacidade de ter a bola implica muitas vezes num nervosismo para a investida do ataque, é preciso controlar esta ansiedade, e saber achar o espaço para investir, e isso às vezes leva alguns segundos a mais do que o esperado, por isso a importância da variação de corredores para a investida da bola e dos jogadores, dentro de um jogo posicional.

SAÍDA VERSÁTIL
A saída de bola é um princípio próximo a da versatilidade na investida, pra sair jogando é a mesma coisa, às vezes dá pra sair jogando pelo lado, com laterais, às vezes pelo meio com volantes, às vezes numa bola longa com os pontas, às vezes numa bola diagonal com os meias e atacantes de centro, depende do momento, tem que se saber escolher.

TROCAS POSICIONAIS
O futebol de hoje, é um futebol de pressão, principalmente no que diz respeito ao terceiro terço de campo, ou a ultima parte do campo, as equipes se compactam bem hoje, principalmente em níveis elevados, e isso dificulta muito a entrada com bola neste setor, por isso a troca de posições se torna interessante, levando em consideração as zonas de criação, pois se não houver equilíbrio posicional, não há velocidade coletiva.
ESTRUTURAS FIXAS E MÓVEIS
Dentro do sistema tem jogadores dinâmicos, e outros estáticos, é importante definir isso de acordo com o que se quer, eu gosto de formar um triângulo defensivo que conta com os dois zagueiros,

PRESSÃO / BLOCO
É uma tónica do futebol atual, porém pressionar tem alguns detalhes que vejo na prática serem pertinentes saber:
Local da pressão = Na zona do 1º terço, acredito que a melhor marcação seja a pressão sem desarme, na espera pela interceptação ou desarme simples, pois o perigo de cometer faltas nessa zona é grande e é sempre um risco. O ideal é em caso de não se estar com a posse, obrigar o adversário a levar a bola para a zona do 2º terço, isso se faz fechando opções de passe (Compactação).
No 2º terço é a melhor zona para dobrar a pressão, ou seja, pressionar pela frente e pelas costas do adversário. Com dois jogadores para um deles.
Na terceira parte do campo, a melhor marcação é a pressão, em bloco, podendo ser mais agressivo pois faltas ali não tem interferência maior.
Tipo de pressão = Pode-se fazer pressão simples, ou a dobra de marcação/pressão.
Momento da pressão = Identificar o momento de pressionar é importante, pressionar sozinho é difícil e desgastante, a pressão deve ser feita em um bloco grande, de preferência com no mínimo 3 jogadores.


BOLA PARADA DEFINIDA
Uma bola parada defensiva e ofensiva gera tranquilidade, mas precisa ser congruente e não muito complexa, a simplicidade às vezes é mais importantes

Um abraço
Luis Esteves
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
UMA REFLEXÃO SOBRE TRANSIÇÕES X ORGANIZAÇÕES

TRANSIÇÕES X ORGANIZAÇÕES
- MODELO DE ORGANIZAÇÃO:
- Privilegia a Posse e Circulação de Bola curta com variações de virada longa.
- Privilegia a Mobilidade Ofensiva com 3 atacantes e dois meias, congruência ao 4.3.3
- Privilegia a Amplitude e a Profundidade. Com aberturas Diagonais por todo o campo.
- Privilegia o Jogo Diagonal - lateral.
- Privilegia a Circulação curta, com muitos começos de jogo, muita circulação coma defesa.
- Privilegia a Pressão em bloco alto, ou médio.
- Privilegia o jogo bonito, plástico, propôe o jogo sempre. Em raras ocasiões se submete ao adversário.
Rubin Kazan:- MODELO DE TRANSIÇÕES:
- Privilegia a compactação. Porêm a Abertura é rápida, mas vertical.
- Privilegia a marcação zona / lateral no caso com duas linhas de 4 - congruência na proposta de sistema x modelo.
- Privilegia as transições Ofensivas como possibilidade de pontuação.
- Privilegia o erro do adversário para uma nova transição, ou seja quer sempre o contra-ataque.
- Tem dificuldades grandes na organização Ofensiva, normalmente retorna a bola pela falta de Mobilidade. Porêm tem facilidade na Organização Defensiva.
- Privilegia o bloco baixo, muito compacto.
- Privilegia o jogo vertical, pouquíssima circulação lateral, porém com ótima eficácia de passes.
- Privilegia a bola parada como possibilidade de gols. É mais dependente deste fator do que o modelo de Organizações.
- Privilegia a circulação longa, com variações para a bola curta, posse de bola mais fugáz, ou seja, cerca de 3 ou 5 passes curtos e um vertical longo
- Qualidade dos jogadores (será que o Barcelona circularia a bola da mesma forma com jogadores de nível inferior? só porque tem um modelo de jogo definido?)
- Modelo histórico do clube (Menos importante se houver vitórias, Paulo Autuori esta sofrendo deste mal, os gremistas preferem furar a bola, mas ganhar o jogo).
- Realidade do clube (Alguns modelos exigem mais qualidade, mais estrutura, portanto, as vezes a idéia não condiz com a realidade).
