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segunda-feira, 5 de julho de 2010

AS TRANSIÇÕES, MECANISMOS E A ESTRATÉGIA


" As equipes devem saber atacar e defender. Algumas sabem algo mais: Fazer transições."

Jorge Valdano
2001




EC Cruzeiro
Equipe Sub-14
Campeonato Estadual 2010


TRANSIÇÕES E ORGANIZAÇÕES

Vídeo que demonstra alguns comportamentos relacionados a um modelo de jogo, no caso o da categoria sub-14 do EC Cruzeiro de Porto Alegre (Ver vídeo aqui ). No jogo em questão tivemos que adaptar o nosso modelo que é por natureza mais dominante, para um modelo mais controlador, já que em termos qualitativos nossa equipe era inferior ao adversário. Nota-se aqui a importância vital da análise de jogo para a definição da postura da equipe no jogo a seguir. O objetivo desse post é valorizar as transições quando não é possível ter uma organização ofensiva tão valumosa quanto gostaríamos, por motivos de qualidade adversária, falta de qualidade do campo, espaço, dentre outras... transições bem feitas são quase sinônimos de gols, ou de defesa menos vazada.

Saindo deste assunto para um muito próximo, vou entrar na montagem da estratégia para um jogo de forma simples. baseado em um jogo nosso, em que atingimos um resultado de 3x3 jogando fora de casa, em uma partida em que tínhamos muito pouca chance de sucesso, quero falar sobre isso para ressaltar a importãncia da análise de jogo, das transições e da eficácia na finalização.

Vamos lá, seguimos passos simples para a criação de superioridade nossa dentro do jogo, com o objetivo de neutralizar os mecanismos do adversário, e gerar mecanismos nossos para explorar as situações que podem ocorrer.

Passos principais:

1 PASSO - A AVALIAÇÃO DO ADVERSÁRIO

GRÊMIO FBPA 4 X 1 EC CRUZEIRO (SUB15, neste jogo a equipe Sub-14 do Grêmio enfrentou a nossa equipe sub-15)

GRÊMIO FBPA 3 X 1 EC JUVENTUDE

Para avaliar o adversário é necessário ve-lo, se possivel no mínimo 3 vezes, 5 ou 7 jogos são mais do que suficiênte para a detecção do comportamento padrão, dos mecanismos ofensivos e defensivos de determinada equipe. Vídeos são interessantes, porém a análise em campo é muito superior, pois em vídeos é normal o corte de setores quando a filmagem pega lances nas extremidades da equipe, o que nós possibilita um ângulo ruim de avaliação. Porém um é melhor que zero, e se puder ver apenas um jogo, já servirá para criar um planejamento estratégico para o jogo em questão.

Após essa avaliação qualitativa e quantitativa, chegamos a estrutura e aos comportamentos do adversário nos quatro momentos do jogo:


Exemplo do jogo - Grêmio FBPA 3 x 1 EC Juventude:




Exemplo da equipe do Grêmio com e sem bola. É importante identificar o comportamento nas transições, pois afetará diretamente o modelo, se a equipe adversária for superior, e em alguns casos se for inferior também. As equipes apresentam determinados mecanismos dentro da estrutura, ofensivos e defensivos, é necessário visualizar isso para neutralizar alguns e potencializar outros, baseado em pontos fortes e fracos do adversário.


2 PASSO - A AVALIAÇÃO DA PRÓPRIA EQUIPE EM RELAÇÃO AO ADVERSÁRIO

Após identificar os comportamentos da equipe, podemos prever determinadas situações que poderão ocorrer no jogo. No caso citado, chegamos a conclusão de que nosso modelo e equipe eram inferiores ao adversário e a competição (perdemos o jogo anterior por 4x0), então tivemos que modificar nossa postura para dentro disso gerar situações favoráveis a nossa equipe.

É muito importante ser realista nesse momento, porém sem excessos, para ganhar é necessário atacar, porém há diversas formas de atacar, e uma delas é atacar bem. Em casos em que a sua equipe é inferior a do adversário, o melhor modelo é o de espera e contra ataque. (Aliás, a última copa tem sido uma aula disso, basta ver Eslováquia, Suiça, Paraguai, Alemanha, dentre outros...).

Já dizia o Sun Tzu a um tempo atrás: Se você conhece a sí mesmo...etc, então é necessário, para se ter sucesso, conhecer as possibilidades ao máximo e tentar explora-las,



3 PASSO - A DEFINIÇÃO DA POSTURA

Definidas as possibilidades (que podem não acontecer pois o futebol é um jogo imprevisível), chegamos a montagem da estratégia para o jogo em questão. Exemplificamos nossa postura contra o Grêmio:


Tentativa de Neutralizar o forte, e Explorar o fraco.

No caso dessa avaliação, prevímos o comportamento dos jogadores após dois jogos de avaliação. Sabíamos que existia 3 possibilidades: 1-Jogarem com a equipe principal, 2- jogarem com a equipe reserva, 3- Jogarem com uma categoria abaixo (97). Dentro disso preparamos os jogadores para estas 3 possibilidades, afim de que nenhuma delas fosse um agente estressante para a equipe na prévia do jogo. lógico que seria diferente o comportamento da equipe A referente a equipe B, princípalmente em níveis de maturação, porém o funcionamento do modelo de jogo do Grêmio, e a visualização disso de forma clara, nos ajudou muito a detectar e explorar algumas situações. Como ponto forte detectamos a aproximação do jogador número (11), quando com bola, no espaço entre as linhas de ataque e de meio, espaço este vazio sem a bola. Este era um fator de desequilíbrio. Outro ponto forte seria a entrada diagonal e frontal do meia Esquerda (10), Outro ponto forte era a retirada da bola da zona de pressão feita pelo jogador número (5). os outros jogadores também preocupavam, porém nestes a equipe se destaca. Como ponto fraco detectamos a menor qualidade do zagueiro pelo lado esquerdo e a baixa confiança do lateral equerdo.

Porém, como hipótese esperada, a equipe que entrou em campo era mista, e o lateral equerdo que esperávamos ser o ponto fraco, virou um ponto forte, pois entrou alí um jogador de alta qualidade, porém, sua constãncia maior no apoio continuou nos proporcionando o planejamento inicial, pois deixava um espaço grande para explorar, e no mesmo lado, jogando na meia, estava o lateral que esperávamos que jogasse, ou seja, era algo possitivo ainda. É muito importante a detecção do modelo e do comportamento adversário para definir a estratégia. Quando se tem uma equipe inferior, muito poucas chances irão aparecer na partida, portanto o percentual de acertos tem que ser muito alto para que haja sucesso, é importante os jogadores saberem disso, e a bola parada nestes casos vira uma das melhores alternativas, quando não a única.

É importante falar também da relação Controle x Domínio. As vezes queremos dominar, porém não temos força pra isso, então o melhor é controlar, e controlar significa as vezes deixar o adversário jogar em uma zona que é boa para nós, condicionar ele a uma posse inofensiva, isso é o controle, o domínio é entrar no campo do adversário e jogar lá finalizando quando bem entender, e isso é para equipes com qualidade técnica e coletiva bem destacadas. Equipes menores podem dominar? podem, porém esse domínio será influenciado por muitos componentes, dentre eles momento do adversário, local, campo, torcida, competição, etc.. o mais comum é adversários menores controlarem, ganhando o jogo no erro da equipe superior.

Outo ponto importante é a previsão de alterações para determinados rumos que a partida pode levar. Por exemplo:

O quê será feito se levarmos um gol?
O que será feito se fizermos um gol?
Qual a postura se perdermos um jogador expulso?
Qual a postura se o adversário tiver um jogador expulso?
Qual a postura em relação a arbitragem?
Qual a intervenção do intervalo (mais difícil de prever pois dependerá do que acontecer no 1º tempo)?
Que alterações podem acontecer?
Possíveis lesões e substituições?
Mudança de estrutura?

Este planejamento sempre é interessante, o improviso na hora do jogo pode levar a um erro grosseiro.



4 PASSO - O TREINO

Após a definição do adversário , e a avaliação de nossa equipe perante isso estarem prontas, chegamos ao treino, é muito importante treinar isso progressivamente, respeitando os princípios do Morfociclo. No casso do nosso treino, criamos situações muito p´roximas do que acreditávamos que iria acontecer, e desenvolvemos no caso um mecanismo defensivo novo e um ofensivo.

No caso do defensivo, colocamos um jogador sobrando no meio campo, esperando pela movimentação do atacante 11, que acabou não jogando, porém outro jogador fez esta função, o que nos ajudou muito. Este jogador também tinha alguns encargos de cobertura no caso do nosso mecanismo ofensivo. Este mecanismo ofensivo consistia em apenas atacar o lado esquerdo do adversário (nosso lado direito) concentrando todos os jogadores de ataque neste lado, criando um Losango de apoio para a finalização. Só havia este movimento e somente ele foi treinado, É redutor do ponto de vista criativo do jogo, porém para fins de sobrevivência na competição fomos obrigados a adotar esse modelo. Com a bola tínhamos a convicção de mante-la rapidamente com dois ou três passes, e gerar uma ligação por cima ou por baixo, nos nossos atacantes, para que eles criassem outras situações programadas. Tívemos êxito nisso e conseguimos realizar alguns lances que nos possibilitaram gols importantes. A bola parada treinada também resultou em gol, nas poucas oportunidades que tivemos. Para esse jogo treinamos apenas um movimento ofensivo.

5 PASSO - O JOGO

Eis aqui alguns lances da partida, o jogo terminou 3x3, neste vídeo não estão dois lances de gol do Grêmio, sendo que o segundo gol foi resultado de um escanteio, em um bate-rebate, e o terceito gol foi resultado de uma cobrança de falta frontal.

GRÊMIO FBPA 3 X 3 EC CRUZEIRO
SUB-14
ESTADUAL 2010

Não estou conseguindo postar o vídeo, porém clicando neste link você pode ver pelo Youtube:



Grande abraço
Luis Esteves
la_futeboll@hotmail.com

sábado, 28 de novembro de 2009

MONTAGEM DA PRELEÇÃO - UMA OPINIÃO SOBRE A MONTAGEM NA SEMANA

O futebol nos responde tudo...se soubermos como perguntar.
Júlio Garganta citado por Prof. Cícero e Rafael
Seminário sobre Periodização Tática

Um dos fatores determinantes na semana de um time é a preleção, e quando falo preleção posso estar sendo conceitualmente errado, pois considero preleção uma junção de informações que o jogador recebe em uma semana de trabalho, que culmina no jogo e inicia na avaliação do jogo anterior, envolvendo diretamente a parte estratégica do jogo e da competição, e levando em primeiro lugar a preocupação com o proprio modelo da equipe.

Para exemplificar, vou colocar um exemplo meu de algumas situações de preleção que faço ou fiz.

Começando, se temos um Modelo de jogo, temos uma avaliação pós-jogo, que chamamos de RELATÓRIO DE JOGO, juntamente com uma AVALIAÇÃO DE GRUPO, que é feita imediatamente após a saída dos jogadores do campo.

São estas, RELATÓRIO E AVALIAÇÃO:

RELATÓRIO DE JOGO



AVALIAÇÃO DA EQUIPE




Lógico que estas avaliações só tem sentido se partirem de uma ideia de jogo, quem vem do modelo, como temos um definido, podemos avaliar de forma qualitativa na comissão e jogadores, o resultado que obtivemos em termos de produção no jogo, se são ou não os que buscamos da equipe.

Após isso, chegamos as conclusões de que princípios temos que melhorar dentro dos momentos, e pelo principio das propensões, montamos a semana de treino, buscando determinado resultado ou crescimento para o próximo jogo.

Mas voltando a semana de treino, para a preleção, após o jogo, iniciada a semana de treino, podemos iniciar a preleção, por exemplo, terça-feira na representação, podemos fazer uma avaliação qualitativa do rendimento, podendo colocar situações quantitativas para auxilio, como passes errados ou número de finalizações no jogo.

Com a interação dos jogadores, o que é fundamental, chega-se ao final da avaliação do jogo anterior. Passamos então a recuperação ativa para o treino de terça, ou alguma aquisição, depende do planejamento da comissão, e para o próximo jogo.

Aqui colocarei um exemplo, de um jogo nosso pela categoria júnior, já pela estreia da 3ª fase, onde haviam apenas 8 equipes, nossos grupo era composto por:


-*CE Aimoré (Não classificou)

-*EC Cruzeiro (Acabou em 5º lugar no geral)

-AE Garibaldi (Acabou em 3º lugar no geral)

-SC Internacional (Acabou sendo o campeão)

*Na fase anterior, estivemos no mesmo grupo do CE Aimoré, onde classificamos em 2º lugar atrás exatamente do CE Aimoré, não classificaram EC Novo Hamburgo e EC São Luiz - Ijuí.


PRELEÇÃO - EC CRUZEIRO X CE AIMORÉ

3ª FASE CAMPEONATO ESTADUAL 2009


TERÇA-FEIRA

Na terça-feira, como se iniciou uma nova fase, podemos colocar novas metas, neste caso as metas foram definidas pela equipe, em conjunto com a comissão técnica. Pode-se colocar imagens do jogo anterior, como erros e acertos de determinaram o resultado, dentro das previsões do modelo de jogo.


QUARTA-FEIRA

Na quarta-feira, podemos colocar em forma de vídeo no projetor com imagens, situações relacionadas ao adversário, como posicionamento, equipe base, sistemas pontos fortes e fracos , de forma rápida e objetiva, como segunda opção pode-se utilizar um quadro magnético grande para realizar isso, ou até mesmo um quadro com folhas, tanto faz, o importante é, que a equipe tenha conhecimento dos setores, sistema e cultura de jogo do adversário. Podendo até mesmo formular opiniões e soluções para determinada situação, levando em conta o modelo de jogo que já existe, o nosso. Ou seja, neste dia definimos como podemos ganhar ou perder o jogo.


OBSERVAÇÃO: No caso deste jogo, tínhamos súmulas que ficam disponíveis no site da FGF e dois vídeos do Aimoré, dos dois jogos anteriores a este contra nós, aos quais em São Leopoldo perdemos por 2x0 e no último jogo da fase, no qual empatamos em Porto Alegre por 2x2, nestes dois jogos minha equipe apresentava um 3.5.2 / 3.6.1, sendo que tentei colocar um 4.4.2 na estreia, mas tive que mudar ainda no primeiro tempo, pois a equipe se encontrava adaptada demais a uma forma de jogar, bem diferente da minha, então modifiquei minha filosofia. A equipe do EC Cruzeiro tinha uma característica de molde ao adversário presente ao seu modelo, com marcação individual e contra-ataques, princípios estes que eu não utilizo, porém me adaptei a situação.


OBSERVAÇÃO: O Slide acima contém dois erros, um a nomenclatura do Meia, que está como 2º volante, e outro o momento, está como O.D. (Organização Defensiva) e era na verdade O. O. (Organização Ofensiva).
OBSERVAÇÃO: Fizemos uma análise do CE Aimoré, baseado em vídeos (02) de jogos contra nossa equipe, e percebemos que eles apresentavam características de comportamento de um modelo de jogo mais rudimentar, era uma equipe com pouca circulação, com muita dificuldade em armação de jogadas pelo meio, porém com bolas laterais/verticais chatas, e descobriu nisso a fórmula de ganhar da nossa equipe, no primeiro jogo já que jogávamos com 3 zagueiros e dois alas (deixando um espaço laterai a zaga) , e de criar muitas situações de finalização no segundo jogo. Além disso tinha bons jogadores no setor ofensivo, em especial o número 10 e 9, jogadores que já estavam na categoria profissional, e que desciam para jogar pelos juniores.

Eles marcavam de forma zona, sem pressão, bem compactados, em um 4.4.2 quadrado, e com a bola em transição passavam para um losango, com o meia virando um 3º atacante. Desta forma nos ganharam na estréia da 2ª fase, e empataram na nossa casa, por 2x2, jogando de forma idêntica, com uma pequena diferença no posicionamento do bloco de marcação, fora de casa era bem defensivo, em casa era médio. Porém por saberem que nossa equipe jogava na maioria das vezes com apenas um atacante, mais lento e centralizado, e assim jogou os dois jogos, eles encaixavam uma marcação dos dois zagueiros e liberavam os dois laterais, já que o jogo dessa equipe era totalmente concentrado pelo lado em que a bola se encontrava, raríssimas vezes um dos volantes fazia uma virada de lado. Ver imagens acima.


Quarta-feira é o primeiro dia aquisitivo, muitos morfociclos indicam um treino de resistência de força, ou força específica neste dia, colocadas por arrasto na divisão dos sub-princípios que se pode treinar, ai é problema da comissão e do treinador achar exercícios para isto. Lembrando que, pode-se formular o exercício que quiser, levando em consideração determinada situação do adversário, JÁ QUE TEMOS O MODELO DE JOGO DO MESMO, OU PELO MENOS PENSAMOS QUE TEMOS.


QUINTA-FEIRA


Quinta-Feira é o melhor dia, temos o maior ganho pois há a globalização da equipe, já que normalmente setorizamos os exercícios na terça, quarta e sexta, pela menor complexidade e exigência mental na resolução de problemas e informações. Neste dia sim, a complexidade do treino é máxima, entramos na composição da própria equipe, e da equipe adversária, utilizando exercícios que proporcionem a situação que julgamos que irá ocorrer no jogo, corrigindo e potencializado nossos pontos fortes em relação ao jogo que esta por vir.


OBSERVAÇÃO: Então neste jogo coloquei minha ideia de sistema, já vínhamos utilizando alguns princípios como manutenção da posse, compactação, abertura, dentre outros, porém alguns princípios eram prejudicados por o sistema em uso não apresentar geometricamente uma estrutura mais adequada a realização dos mesmos em termos de equilíbrio posicional no campo.


Então para este jogo utilizei um 4.5.1 / 4.3.3 e troquei a funções de dois jogadores de ataque, buscando o aproveitamento do espaço que o CE Aimoré dava nas costas dos dois laterais, já que seguindo um pensamento lógico, nosso time jogava com apenas um atacante, e para isso dois zagueiros eram o suficiente, eles então liberavam os dois laterais, e concentravam os ataques por ali. Então decidi que liberaria a marcação dos dois zagueiros do CE Aimoré, e com isso liberei mais um sobra, ou sejá, além de um dos zagueiros que normalmente sobra (Esta equipe era muito dependente da sobra em todos os lances) tínhamos do lado da bola mais um sobra, o lateral. Com a decida quando necessário de um dos atacantes de ponta normalmente tínhamos superioridade numérica no meio e nos lados, detalhe que a dupla de zaga do CE Aimoré não tinha potencial de subida com bola, o que facilitou essa estratégia.


Para a infiltração no espaço que a dupla de laterais deixava, criamos um mecanismo que visava o seguinte: Tínhamos para este jogo um jogador rápido e pequeno (REBOLLO), ao qual posicionei entre os dois zagueiros, o que a princípio parece absurdo, já que este não tem imposição física, e coloquei em uma das pontas, o centroavante, mais lento e alto (JONAS), fazendo que, quando estivéssemos com a posse da bola, o atleta REBOLLO saísse em velocidade para receber a bola em qualquer um dos lados, e JONAS infiltrasse no seu espaço para finalizar, junto com a movimentação dos outros jogadores, dentre eles JORTER que era um meia aberto, que também infiltrava pelo meio.


SEXTA-FEIRA

Na sexta-feira a complexidade é baixa, a oposição também e voltamos a setorização, as vezes treino a bola parada na sexta, sem oposição. Neste jogo nossa preocupação com a bola parada do CE Aimoré era pequena, pois não tinham eles grande eficácia nesse princípio. Más nossa preocupação com nossa própria bola parada era grande, como verão em seguida.

Finalizamos a semana com algumas informações mais detalhadas, quase individuais.







RESUMO DO JOGO:

E.C.CRUZEIRO 3 X 2 C.E.AIMORÉ



Primeiro gol: aos 6 minutos, Rebollo recebe uma bola pelo lado esquerdo do nosso ataque, e sofre falta. Cruzamento no primeiro poste, e Dalmoro devia a marca 1x0.

Segundo gol: Pressão e bola roubada no meio de ataque, bola enfiada dentro da área entre o espaço do zagueiro e lateral, e Jorter marca, 2x0.

Terceiro gol: Bola roubada na nossa lateral esquerda, virada até o meio, circulada cerca de 7 passes até chegar na entrada da área, onde Cleivan finaliza e faz 3x1.

Acredito que, a análise e o planejamento deste adversário tenha sido fundamental para nossa equipe ganhar o jogo.



OS SLIDES ACIMA FORAM APRESENTADOS ANTES DO JOGO, CERCA DE 11:00 DA MANHÃ, ANTES DO ALMOÇO DOS JOGADORES.

OU SEJA, FIZEMOS UMA REVISÃO DE TODA A SEMANA, ANTES DO JOGO. É PRECISO TER CUIDADO COM O EXCESSO DE INFORMAÇÕES E COM O TEMPO!

NESTA MESMA COMPETIÇÃO UTILIZAMOS ALGUMAS VEZES VÍDEOS MOTIVACIONAIS, NÃO SOU MUITO ADEPTO DISSO, MAS ACREDITO QUE EM ALGUNS JOGOS AJUDOU A CONCENTRAR A EQUIPE, DENTRE ELES:

EC NOVO HAMBURGO 0X2 EC CRUZEIRO - JOGO QUE NOS CLASSIFICOU PARA A 3º FASE.

CE AIMORÉ 0 X 4 EC CRUZEIRO - JOGO ESTE QUE DEFINIU A CLASSIFICAÇÃO, SENDO QUE TÍNHAMOS QUE GANHAR POR 3 GOLS DE DIFERENÇA, E TORCER PARA QUE O INTERNACIONAL GANHASSE POR 2 GOLS DO GARIBALDI, INFELIZMENTE GANHAMOS POR 4X0 PORÉM O INTER ACABOU PERDENDO EM CASA POR 1XO, O QUE NOS ELIMINOU POR TABELA, CLASSIFICANDO O GARIBALDI.

EM OUTRO POST COLOCAREI VÍDEOS QUE FORAM MONTADOS EM DIFERENTES PRELEÇÕES. NEM TODAS AS PRELEÇÕES SEGUEM ESTE PROTOCOLO. NESTA MESMA EQUIPE TIVEMOS PRELEÇÕES DIVIDIDAS EM DUAS OU ATÉ TRÊS PARTES, SENDO UMA TÁTICA E OUTRA MOTIVACIONAL, OU UMA TÁTICA, OUTRA MOTIVACIONAL E OUTRA ESTRATÉGICA, DEPENDE DO PLANEJAMENTO DA COMISSÃO.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: SÁBADO E SEGUNDA FOLGAMOS, MAS EM CASO DE TREINO SEGUNDA PODERÍAMOS SEPARAR MELHOR O CONTEÚDO DE INFORMAÇÕES, ISSO NÃO É FIXO VAI DO BOM SENSO DA COMISSÃO EM SENTIR A DISPONIBILIDADE DE CONCENTRAÇÃO DO GRUPO.

Um abraço
Luis Esteves
la_futeboll@hotmail.com