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segunda-feira, 5 de julho de 2010

AS TRANSIÇÕES, MECANISMOS E A ESTRATÉGIA


" As equipes devem saber atacar e defender. Algumas sabem algo mais: Fazer transições."

Jorge Valdano
2001




EC Cruzeiro
Equipe Sub-14
Campeonato Estadual 2010


TRANSIÇÕES E ORGANIZAÇÕES

Vídeo que demonstra alguns comportamentos relacionados a um modelo de jogo, no caso o da categoria sub-14 do EC Cruzeiro de Porto Alegre (Ver vídeo aqui ). No jogo em questão tivemos que adaptar o nosso modelo que é por natureza mais dominante, para um modelo mais controlador, já que em termos qualitativos nossa equipe era inferior ao adversário. Nota-se aqui a importância vital da análise de jogo para a definição da postura da equipe no jogo a seguir. O objetivo desse post é valorizar as transições quando não é possível ter uma organização ofensiva tão valumosa quanto gostaríamos, por motivos de qualidade adversária, falta de qualidade do campo, espaço, dentre outras... transições bem feitas são quase sinônimos de gols, ou de defesa menos vazada.

Saindo deste assunto para um muito próximo, vou entrar na montagem da estratégia para um jogo de forma simples. baseado em um jogo nosso, em que atingimos um resultado de 3x3 jogando fora de casa, em uma partida em que tínhamos muito pouca chance de sucesso, quero falar sobre isso para ressaltar a importãncia da análise de jogo, das transições e da eficácia na finalização.

Vamos lá, seguimos passos simples para a criação de superioridade nossa dentro do jogo, com o objetivo de neutralizar os mecanismos do adversário, e gerar mecanismos nossos para explorar as situações que podem ocorrer.

Passos principais:

1 PASSO - A AVALIAÇÃO DO ADVERSÁRIO

GRÊMIO FBPA 4 X 1 EC CRUZEIRO (SUB15, neste jogo a equipe Sub-14 do Grêmio enfrentou a nossa equipe sub-15)

GRÊMIO FBPA 3 X 1 EC JUVENTUDE

Para avaliar o adversário é necessário ve-lo, se possivel no mínimo 3 vezes, 5 ou 7 jogos são mais do que suficiênte para a detecção do comportamento padrão, dos mecanismos ofensivos e defensivos de determinada equipe. Vídeos são interessantes, porém a análise em campo é muito superior, pois em vídeos é normal o corte de setores quando a filmagem pega lances nas extremidades da equipe, o que nós possibilita um ângulo ruim de avaliação. Porém um é melhor que zero, e se puder ver apenas um jogo, já servirá para criar um planejamento estratégico para o jogo em questão.

Após essa avaliação qualitativa e quantitativa, chegamos a estrutura e aos comportamentos do adversário nos quatro momentos do jogo:


Exemplo do jogo - Grêmio FBPA 3 x 1 EC Juventude:




Exemplo da equipe do Grêmio com e sem bola. É importante identificar o comportamento nas transições, pois afetará diretamente o modelo, se a equipe adversária for superior, e em alguns casos se for inferior também. As equipes apresentam determinados mecanismos dentro da estrutura, ofensivos e defensivos, é necessário visualizar isso para neutralizar alguns e potencializar outros, baseado em pontos fortes e fracos do adversário.


2 PASSO - A AVALIAÇÃO DA PRÓPRIA EQUIPE EM RELAÇÃO AO ADVERSÁRIO

Após identificar os comportamentos da equipe, podemos prever determinadas situações que poderão ocorrer no jogo. No caso citado, chegamos a conclusão de que nosso modelo e equipe eram inferiores ao adversário e a competição (perdemos o jogo anterior por 4x0), então tivemos que modificar nossa postura para dentro disso gerar situações favoráveis a nossa equipe.

É muito importante ser realista nesse momento, porém sem excessos, para ganhar é necessário atacar, porém há diversas formas de atacar, e uma delas é atacar bem. Em casos em que a sua equipe é inferior a do adversário, o melhor modelo é o de espera e contra ataque. (Aliás, a última copa tem sido uma aula disso, basta ver Eslováquia, Suiça, Paraguai, Alemanha, dentre outros...).

Já dizia o Sun Tzu a um tempo atrás: Se você conhece a sí mesmo...etc, então é necessário, para se ter sucesso, conhecer as possibilidades ao máximo e tentar explora-las,



3 PASSO - A DEFINIÇÃO DA POSTURA

Definidas as possibilidades (que podem não acontecer pois o futebol é um jogo imprevisível), chegamos a montagem da estratégia para o jogo em questão. Exemplificamos nossa postura contra o Grêmio:


Tentativa de Neutralizar o forte, e Explorar o fraco.

No caso dessa avaliação, prevímos o comportamento dos jogadores após dois jogos de avaliação. Sabíamos que existia 3 possibilidades: 1-Jogarem com a equipe principal, 2- jogarem com a equipe reserva, 3- Jogarem com uma categoria abaixo (97). Dentro disso preparamos os jogadores para estas 3 possibilidades, afim de que nenhuma delas fosse um agente estressante para a equipe na prévia do jogo. lógico que seria diferente o comportamento da equipe A referente a equipe B, princípalmente em níveis de maturação, porém o funcionamento do modelo de jogo do Grêmio, e a visualização disso de forma clara, nos ajudou muito a detectar e explorar algumas situações. Como ponto forte detectamos a aproximação do jogador número (11), quando com bola, no espaço entre as linhas de ataque e de meio, espaço este vazio sem a bola. Este era um fator de desequilíbrio. Outro ponto forte seria a entrada diagonal e frontal do meia Esquerda (10), Outro ponto forte era a retirada da bola da zona de pressão feita pelo jogador número (5). os outros jogadores também preocupavam, porém nestes a equipe se destaca. Como ponto fraco detectamos a menor qualidade do zagueiro pelo lado esquerdo e a baixa confiança do lateral equerdo.

Porém, como hipótese esperada, a equipe que entrou em campo era mista, e o lateral equerdo que esperávamos ser o ponto fraco, virou um ponto forte, pois entrou alí um jogador de alta qualidade, porém, sua constãncia maior no apoio continuou nos proporcionando o planejamento inicial, pois deixava um espaço grande para explorar, e no mesmo lado, jogando na meia, estava o lateral que esperávamos que jogasse, ou seja, era algo possitivo ainda. É muito importante a detecção do modelo e do comportamento adversário para definir a estratégia. Quando se tem uma equipe inferior, muito poucas chances irão aparecer na partida, portanto o percentual de acertos tem que ser muito alto para que haja sucesso, é importante os jogadores saberem disso, e a bola parada nestes casos vira uma das melhores alternativas, quando não a única.

É importante falar também da relação Controle x Domínio. As vezes queremos dominar, porém não temos força pra isso, então o melhor é controlar, e controlar significa as vezes deixar o adversário jogar em uma zona que é boa para nós, condicionar ele a uma posse inofensiva, isso é o controle, o domínio é entrar no campo do adversário e jogar lá finalizando quando bem entender, e isso é para equipes com qualidade técnica e coletiva bem destacadas. Equipes menores podem dominar? podem, porém esse domínio será influenciado por muitos componentes, dentre eles momento do adversário, local, campo, torcida, competição, etc.. o mais comum é adversários menores controlarem, ganhando o jogo no erro da equipe superior.

Outo ponto importante é a previsão de alterações para determinados rumos que a partida pode levar. Por exemplo:

O quê será feito se levarmos um gol?
O que será feito se fizermos um gol?
Qual a postura se perdermos um jogador expulso?
Qual a postura se o adversário tiver um jogador expulso?
Qual a postura em relação a arbitragem?
Qual a intervenção do intervalo (mais difícil de prever pois dependerá do que acontecer no 1º tempo)?
Que alterações podem acontecer?
Possíveis lesões e substituições?
Mudança de estrutura?

Este planejamento sempre é interessante, o improviso na hora do jogo pode levar a um erro grosseiro.



4 PASSO - O TREINO

Após a definição do adversário , e a avaliação de nossa equipe perante isso estarem prontas, chegamos ao treino, é muito importante treinar isso progressivamente, respeitando os princípios do Morfociclo. No casso do nosso treino, criamos situações muito p´roximas do que acreditávamos que iria acontecer, e desenvolvemos no caso um mecanismo defensivo novo e um ofensivo.

No caso do defensivo, colocamos um jogador sobrando no meio campo, esperando pela movimentação do atacante 11, que acabou não jogando, porém outro jogador fez esta função, o que nos ajudou muito. Este jogador também tinha alguns encargos de cobertura no caso do nosso mecanismo ofensivo. Este mecanismo ofensivo consistia em apenas atacar o lado esquerdo do adversário (nosso lado direito) concentrando todos os jogadores de ataque neste lado, criando um Losango de apoio para a finalização. Só havia este movimento e somente ele foi treinado, É redutor do ponto de vista criativo do jogo, porém para fins de sobrevivência na competição fomos obrigados a adotar esse modelo. Com a bola tínhamos a convicção de mante-la rapidamente com dois ou três passes, e gerar uma ligação por cima ou por baixo, nos nossos atacantes, para que eles criassem outras situações programadas. Tívemos êxito nisso e conseguimos realizar alguns lances que nos possibilitaram gols importantes. A bola parada treinada também resultou em gol, nas poucas oportunidades que tivemos. Para esse jogo treinamos apenas um movimento ofensivo.

5 PASSO - O JOGO

Eis aqui alguns lances da partida, o jogo terminou 3x3, neste vídeo não estão dois lances de gol do Grêmio, sendo que o segundo gol foi resultado de um escanteio, em um bate-rebate, e o terceito gol foi resultado de uma cobrança de falta frontal.

GRÊMIO FBPA 3 X 3 EC CRUZEIRO
SUB-14
ESTADUAL 2010

Não estou conseguindo postar o vídeo, porém clicando neste link você pode ver pelo Youtube:



Grande abraço
Luis Esteves
la_futeboll@hotmail.com

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

EXERCÍCIO ESPECÍFICO


Repito que o que cansa no futebol, são as transições, no campo, as equipes caso estejam errando, estarão em constantes transições, e isso vai gerar um stress, reclamações, cobranças pela manutenção da posse.
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Fora, haverá uma recuperação mental das duas equipes, e uma delas estará em recuperação fisica, recuperação mental é fundamental para depois ao entrar no campo novamente, exista um ganho em relação a cultura do modelo de jogo, que é não perder a bola, para poder recuperar com ela, porém sem nunca perder o objetivo do gol.
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Este exercício tem como sub-objetivo a resistência específica, ao modelo de jogo, quanto maior for a eficiência da equipe, em relação a manutenção da posse, menos precisará de resistência as transições no jogo.
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Abraço
Luis Esteves

domingo, 1 de novembro de 2009

MODELANDO O MODELO DE JOGO...FASES QUE DEVEM SER LEVADAS EM CONSIDERAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO




O modelo de jogo, como já citei aqui no blog é a pedra fundamental na Periodização Tática, porquê? por que é nele que está a especificidade que será gerada nos treinos, buscando a sonhada cultura de comportamentos que a metodologia produz.


Vamos definir MODELO DE JOGO então, até pra ser mais fácil de explicar pra pessoas acostumadas a nomenclatura proporcionada pelos treinos convencionais.


Modelo de Jogo: Plano tático-físico-técnico-psicológico-estratégico objetivado por um treinador, ou mais,que visa um determinado padrão de comportamento, que acaba por se tornar uma cultura, na qual o jogador tem como guia de comportamentos; definindo limites para as decisões que serão tomadas nos jogos. O Modelo de jogo é definidor, pois dele surge o grande princípio da Especificidade, pois só é possível ser específico se ao treinar, seja reproduzido pequenos ou grandes fractais do modelo de jogo, e para isso tem que se ter um Modelo pré-definido, para saber onde se quer chegar.


Bom, isto é repetitivo, mas é importante, pois muitos amigos treinadores, preparadores físicos estão me perguntando sobre periodização tática, como comparativo as outras metodologias, sempre visando o lado físico inicialmente, as valências, como ter ganho de força, velocidade etc.. por que a segurança vem daí, dos dados, do palpável, sendo que isso na verdade apenas nos engana, temos uma ilusão de ter tudo sob controle...mas tenho dito que não, não temos, não tem nada a ver com isso, muito menos com não ter treinos físicos, ou muito menos com o modismo José Mourinho , Periodizar Taticamente é muito complexo, e eu mesmo tenho corrigido muitas coisas no dia-á-dia, pois tudo é qualitativo, exige conhecimentos de diversas áreas, que trabalham juntas e ao mesmo tempo, pois não é possível ter crescimento qualitativo, em determinado modelo de jogo separando as dimensões do jogo, pois ai não será mais o jogo, e ai está a complexidade (Ver teoria da Complexidade). E nosso maior erro é achar que ser específico, é poder determinada situação e trabalhar apenas ela, de forma isolada e descontextualizada...é um erro.


Para o entendimento dos colegas, vou colocar um exemplo prático de como o modelo de jogo é importante, no processo de criação do treino e da Especificidade.


Meu Modelo de Jogo, Basicamente falando:


ORGANIZAÇÃO OFENSIVA:

-Manutenção da Posse e Circulação
-Mobilidade Ofensiva
-Definição / Finalização
______________________________________
TRANSIÇÃO DEFENSIVA:

-Compactação Rápida
-Movimentação Diagonal
______________________________________
ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA:

-Pressão ao jogador com bola, e opções próximas
______________________________________
TRANSIÇÃO OFENSIVA:

-Abertura - Profundidade e Amplitude
-Valorização da Posse
______________________________________

Para o entendimento do processo à seguir, é preciso entender que, nestes momentos contém os princípios do meu modelo de jogo, ou seja, como eu quero que minha equipe se comporte... e isso não é padrão, é uma individualidade da minha equipe, e nunca será igual a outra, mesmo que se coloque princípios idênticos. Cada modelo de jogo é único. Mas todos tem os quatro momentos.


Bom, vamos a problemática ...minha equipe é sub-15, e consegue, treinando, atingir os princípios que coloco à eles, dentro dos exercícios, de forma como idealizo, mas em alguns jogos tenho tido um problema, a fadiga física...

- Alguns jogadores relatam que estão cansando com 15 minutos do 2º tempo, sendo que jogamos 2x30...

O primeiro pensamento que lhe vem a mente é qual? esta treinando pouco...Tem que aumentar o volume do treino...tem que treinar mais minutos....tem que trotar após o treino, tiros láticos, aláticos etc etc...e isso de nada tem a ver, o que tem a ver é o modelo de jogo.


Minha equipe, em jogos de pressão comete um erro, ela muda de modelo, por MEDO, talvez por ser uma equipe nova, existe a cerca de 8 meses, pois formamos a base do clube este ano, e em jogos em que pegamos times "rodados" jogando contra, acabamos por temer, e jogar de forma diferente a qual treinamos. E ai está o problema.


Quando se tem medo, acaba-se por não querer a bola, equipes medrosas não querem jogar, querem apenas que o tempo passe, que o jogo acabe logo e se der com um gol de escanteio ganha-se o jogo, este modelo de jogo, se encaixa no Modelo de Transições, pois se dá valor maior as transições ofensivas e defensivas, com a bola joga-se verticalmente, sem quebras de ritmo e direção, e sem ela, fica-se na espera, do erro do adversário, ou se pressiona errado, de forma afoita ou individual.


É normal equipes menores utilizarem este modelo, quando enfrentam equipes maiores, porém não quando as equipes são do mesmo nível, ou não quando existe uma mudança de comportamento pelo medo. Mas isso é compreensível quando se trabalha com jogadores novos, que estão ganhando ainda experiências, estão recheando seus marcadores somáticos de situações positivas e negativas. mas voltando ao assunto...porque minha equipe cansa fisicamente com 15 do 2º tempo nestes jogos difíceis...?


Simples, porque não respeita o modelo de jogo, que é um modelo de organizações, e passa a jogar em um modelo de transições..e um modelo de transições exige um suporte fisiológico diferente do modelo de organizações. O cansaço é maior, pois seguidamente temos que dar sprints para retornar a posição inicial, por perder a posse da bola, não conseguimos descansar com a bola, temos que ficar sempre correndo cerca de 15,30 , 50 metros, para evitar que o adversário entre aqui ou ali com a bola, e quando a temos, logo lançamos verticalmente, e em cerca de 5 ou 10 segundos já estamos sem a bola. Portanto esse é o erro, e não a resistência da equipe, e sim a resistência específica ao modelo de jogo.


E porque isso ocorre? Por que na escolha do modelo temos que levar em conta 3 critérios principais:


- Histórico do clube - Alguns clubes e torcidas tem horror a determinados modelos..e para haver uma adaptação a isso, tem que se ganhar sempre e como isso é muito dificil..

- Qualidade dos jogadores ( e isto envolve todas as dimensões, ou seja de nada adianta um jogador muito técnico, sem suporte mental para desenvolver determinado modelo de jogo..qualidade individual é fundamental)

- Estrutura do local - Tem modelos de exercício que alguns clubes não suportam, pela falta de materiais, e estruturação.


Então, no meu modelo, não respeitei um destes critérios, que é o da Individualidade do Jogador, pois alguns atletas meus, não conseguem em determinados momentos de pressão, ainda, ter o comportamento que meu modelo indica, mas isso é treinável, porém alguns podem nunca atingir determinado nível.


Portanto, é complexo demais o futebol, e o treinamento desportivo, para vendo esse problema, apenas aumentar o volume de treinamento..


DETALHES IMPORTANTES QUANTO A PROGRESSÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO MODELO DE JOGO E DOS JOGADORES PERANTE O MESMO


O Professor Júlio Garganta coloca uma sequência de progressão do modelo de jogo, dividida em 3 fases básicas, é importante saber isso, para entender o processo de aprendizagem/ensino da equipe, e dos jogadores. Não há uma velocidade específica de ensino, pois cada equipe tem um tipo de resposta aos estímulos propostos, mas dependem muito dos critérios que eu citei acima.


GARGANTA (2002, página 3 e 4)


MODELO RUDIMENTAR

- Jogo estático, não orientado, jogadores centrados sobre a bola, excesso de verbalização.

  • Os jogadores perseguem indiscriminadamente a bola, aglutinando-se sobre ela.
  • Dificuldades na relação com a bola (Domínio, Controle, Proteção, Passe...etc).
  • Utilização sistemática da visão para olhar a bola, impossibilitando a "leitura" do jogo.
  • Imobilismo dos jogadores sem bola, excesso de verbalização.
  • A circulação da bola não é voluntária.
  • Sucessão de ações isoladas e explosivas sobre a bola.



  • MODELO INTERMEDIÁRIO

    - Jogo estático, orientado, jogadores centrados sobre o passe.

  • Ocupação mais racional do terreno de jogo, embora pouco eficaz, pois é pouco móvel, estática.
  • Existência de blocos de jogadores estáticos que trocam passes entre si.
  • Circulação da bola de forma periférica, pelos lados do campo.
  • A visão (Central e Periférica) vai sendo aos poucos "libertada" para ler o jogo.
  • Todo o encadeamento de ações necessita de uma paragem Bola-Jogador.
  • Pouca acutilância ofensiva.
  • MODELO AVANÇADO

    - Jogo dinâmico, orientado, jogadores centrados sobre a finalização - Gol
    .
  • Jogadores organizados em funções de finalidades diferentes.
  • Acutilância Ofensiva.
  • O portador da bola joga de cabeça levantada para "ler" o jogo.
  • Alternância do jogo em largura e profundidade.
  • As ações são organizadas em função dos alvos - Goleiras.
  • As ações são encadeadas.
  • Privilegia-se a Comunicação Motora, em detrimento da Gestual e Verbal.

  • Então, é importante saber que além da escolha do modelo, temos que saber respeitar o processo de progressão qualitativo do modelo de jogo, isso não tem tempo certo, depende da equipe, como já disse antes, e da especificidade do treino, portanto, não é de um dia para o outro, e com qualquer jogador que se joga como o FC Barcelona, por exemplo, que tem um modelo de jogo muito complexo, embora simples.

    CONCLUSÕES BÁSICAS
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    - É preciso saber que modelo de jogo seguir, para depois saber o que treinar.
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    - É preciso ter jogadores para realizar esse modelo.
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    - É preciso saber respeitar os momentos em que a equipe se encontra, para evitar o erro de mudar de modelo toda a hora, por que isso ou aquilo não dá certo, tudo tem seu tempo, mas para chegar a alguns pontos é necessário ser específico.
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    - É preciso dominar bem o modelo de jogo que se quer alcançar, mas sabendo que provavelmente ele nunca será alcançado, porque no decorrer do caminho ele sofrerá novas mudanças, é uma utopia.
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    - Se alguém souber o que significa acutilância , por favor, me avise..hehehe...pois o Garganta citou isso e eu não sei o que é, acredito que seja algo com Volume, criação, mas...
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    Abraço
    Luis Esteves
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    REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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    GARGANTA, Júlio; Competência de ensino de jovens futebolistas. Universidade do Porto / Faculdade de Ciência do Desporto e Educação Física. Revista Digital - Ano 8 - www.efdeportes.com - fevereiro 2002. 18 Páginas.

    sexta-feira, 23 de outubro de 2009

    UMA REFLEXÃO SOBRE TRANSIÇÕES X ORGANIZAÇÕES


    TRANSIÇÕES X ORGANIZAÇÕES

    Assintindo a partida FC Barcelona x Rubin Kazan, time russo que eu talvez por ignorância não conhecia, cheguei a uma ideia sobre a definição referente a modelo de jogo no futebol.


    A proposta é esta:


    Existem somente dois tipos de modelos de jogo no futebol:


    O de ORGANIZAÇÃO

    O de TRANSIÇÃO


    Todos os outros são variantes, lógico que dentro de ambos existem também organizações e transições, só que a proposta ou se encaixa em uma ou em outra, e também é possivel haver uma mudança de modelo em meio ao jogo frente a determinado resultado, mas nunca foge disso.
    Por exemplo:
    Na partida acima citada, em que o desconhecido Rubin Kazan, venceu o ótimo time do FC Barcelona por 1x0 em pleno Camp Nou, foi um exemplo clássico de modelos de jogo, nitidamente propostos, com seus prós e contras dentro de uma partida de futebol.
    A idéia não é separar momentos, e sim identificar padrões, pois mesmo uma equipe de ORGANIZAÇÔES terá que ter uma boa transição ofensiva para poder circular a bola de forma qualificada, e uma equipe de TRANSIÇÕES terá que ter uma boa Organização defensiva para poder utilizar suas transições, ou seja, é indivisível, porém, determinados momentos serão potencializados, de acordo com alguns critérios.
    FC Barcelona:
    • MODELO DE ORGANIZAÇÃO:

    - Privilegia a Posse e Circulação de Bola curta com variações de virada longa.

    - Privilegia a Mobilidade Ofensiva com 3 atacantes e dois meias, congruência ao 4.3.3

    - Privilegia a Amplitude e a Profundidade. Com aberturas Diagonais por todo o campo.

    - Privilegia o Jogo Diagonal - lateral.

    - Privilegia a Circulação curta, com muitos começos de jogo, muita circulação coma defesa.

    - Privilegia a Pressão em bloco alto, ou médio.

    - Privilegia o jogo bonito, plástico, propôe o jogo sempre. Em raras ocasiões se submete ao adversário.

    Rubin Kazan:
    • MODELO DE TRANSIÇÕES:

    - Privilegia a compactação. Porêm a Abertura é rápida, mas vertical.

    - Privilegia a marcação zona / lateral no caso com duas linhas de 4 - congruência na proposta de sistema x modelo.

    - Privilegia as transições Ofensivas como possibilidade de pontuação.

    - Privilegia o erro do adversário para uma nova transição, ou seja quer sempre o contra-ataque.

    - Tem dificuldades grandes na organização Ofensiva, normalmente retorna a bola pela falta de Mobilidade. Porêm tem facilidade na Organização Defensiva.
    - Privilegia o bloco baixo, muito compacto.

    - Privilegia o jogo vertical, pouquíssima circulação lateral, porém com ótima eficácia de passes.

    - Privilegia a bola parada como possibilidade de gols. É mais dependente deste fator do que o modelo de Organizações.

    - Privilegia a circulação longa, com variações para a bola curta, posse de bola mais fugáz, ou seja, cerca de 3 ou 5 passes curtos e um vertical longo

    Observação:

    De uma forma simples, nestes exemplos nota-se a característica dos modelos bem explícita, um assume o risco, o outro não, um agrada aos que gostam do futebol bem jogado, o outro agrada os que querem ganhar sempre (Existem os que querem ganhar sempre com o futebol bem jogado), de qualquer forma. E qual a importância disso?
    A escolha destes modelos, por parte do treinador, na definição do modelo de jogo da equipe no início da temporada, deve ser levada em conta a partir de alguns critérios:
    • Qualidade dos jogadores (será que o Barcelona circularia a bola da mesma forma com jogadores de nível inferior? só porque tem um modelo de jogo definido?)
    • Modelo histórico do clube (Menos importante se houver vitórias, Paulo Autuori esta sofrendo deste mal, os gremistas preferem furar a bola, mas ganhar o jogo).
    • Realidade do clube (Alguns modelos exigem mais qualidade, mais estrutura, portanto, as vezes a idéia não condiz com a realidade).
    A idéia do treinador, antes de ser colocada, tem que ser analisada dentro destes critérios, para haver uma identificação. Aprofundaremos.
    Um abraço
    Luis Esteves