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terça-feira, 6 de setembro de 2011

DICA DE LEITURA - JOGANDO PARA VENCER

Dica de leitura para treinadores e professores. Descobri este livro através do amigo e professor Mesquita, em uma conversa agradável durante o ll Seminário que ocorreu em Agosto. Comprei o livro e acredito que o mesmo é de grande ajuda a todos os treinadores de qualquer esporte, bem como qualquer tipo de professor. É uma grande aula de liderança e valores para o mundo atual. Comentários do grande mestre Bernardinho.

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Líderes nunca param de aprender
"Benjamin Franklin fez a seguinte observação a respeito de um homem que conhecera na Filadélfi a: “Ele morreu aos 25 anos, mas só foi enterrado aos 75.” O ex-presidente americano estava descrevendo uma pessoa que parou de aprender cedo na vida."


Use a força sem fazer alarde

Na região da fazenda onde cresci, o solo era bastante pedregoso. O governo usava essas pedras na pavimentação de estradas e pagava aos fazendeiros para que as transportassem em seus cavalos e mulas. Alguns dos locais de onde se retiravam as pedras eram depressões no terreno, às vezes bem fundas, e de lá era difícil subir com uma carroça cheia, passando pela areia molhada. Em um dia de muito calor, um jovem fazendeiro, que devia ter uns 20 anos, tentava fazer seus cavalos puxarem uma carroça carregada para fora de uma dessas depressões. Ele chicoteava e xingava os dois belos animais, que espumavam pela boca, davam pinotes e tentavam se afastar dele.

Meu pai observou a cena por alguns instantes e então se dirigiu ao rapaz: “Deixe que eu os guie para você.” Acho que o fazendeiro fi cou aliviado quando lhe entregou as rédeas. Primeiro, quase sussurrando, meu pai começou a falar com os cavalos enquanto acariciava seus focinhos delicadamente. Depois, devagar e sem parar de falar com eles, se colocou entre os dois e eles se acalmaram. Então ele se pôs na frente dos animais e, guiando-os pelas rédeas, deu um leve assobio para que avançassem em sua direção.

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Repetiu isso algumas vezes e, em pouco tempo e sem problemas, os dois grandes cavalos puxaram a carroça para fora. Não houve chicotadas, acessos de raiva, gritos nem xingamentos por parte de meu pai. Nunca esqueci o que o vi fazer e como ele o fez. Ao longo dos anos, vi muitos líderes agirem como aquele fazendeiro, perdendo o controle e recorrendo à força bruta e à intimidação. O resultado quase sempre foi o mesmo, ou seja, nenhum. Normalmente se obtém muito mais optando pela postura calma, confi ante e estável de meu pai. Para muitas pessoas, porém, o primeiro impulso é agir como o fazendeiro, ser agressivo em vez de usar a força de maneira calculada e até gentil. Essa agressividade, infelizmente, chegou a ser uma descrição bastante fiel de meus primeiros anos como líder.

Quando vejo esta citação de Abraham Lincoln, “Não existe nada mais forte do que a gentileza”, penso em meu pai. Ele era um homem forte e sempre gentil.

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Jogando para vencer


John Wooden foi jogador de basquete e atuou como técnico por mais de quatro décadas. Foi considerado “treinador do século” pela ESPN e suas lições no esporte são aplicadas como exemplo de liderança em todos os setores.

Steve Jamison é palestrante e o maior especialista na metodologia de John Wooden. Trabalhou diretamente com ele por mais de 10 anos.
 
http://www.esextante.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=6291&sid=2

Editora Sextante
176 páginas
14 x 21 cm
Brochura

John Wooden e Steve Jamison

John Wooden é conhecido como o treinador que levou o time de basquetebol da UCLA a 88 vitórias consecutivas e à conquista de 10 campeonatos nacionais, sete deles em sequência. Mas o que poucos sabem é que o homem que obteve esses resultados impressionantes nunca acreditou que o placar seria a medida de seu sucesso.

Para Wooden, sucesso é “a paz de espírito proveniente da consciência de que você fez o maior esforço possível para se tornar o melhor dentro do seu potencial”. Colocar essa ideia em prática foi seu diferencial. Ao fazer com que seus times buscassem algo além de vencer, ele na verdade os transformou em vencedores.

Jogando para vencer, terceiro título da coleção Na Vida Como no Esporte, organizada pelo técnico da seleção brasileira masculina de voleibol, Bernardinho, apresenta a filosofia de John Wooden e sua Pirâmide do Sucesso. Ao longo do livro, o treinador brasileiro conta como foi influenciado pelos princípios de Wooden e aprofunda as questões mais importantes abordadas por ele.

Nas palavras de Wooden e nos depoimentos daqueles que fizeram parte de sua história vemos o homem que priorizou o caráter, o bom senso e a retidão, se dedicou ao trabalho, à família e aos fundamentos do basquete e se tornou referência no esporte e na vida.

Mais do que uma obra sobre um grande nome do esporte, Jogando para vencer é a transposição para o papel da sabedoria de um homem que optou por ser íntegro em todos os aspectos da vida.

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Grande abraço
Luis Esteves

sábado, 20 de março de 2010

ZONAS DE DESCONFORTO

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado"

Albert Einstein







A ideia é simples.

Criar situações que gerem um stress mental, um desconforto, para haver uma progressão. É a criação de zonas de desconforto, me surgiu essa idéia após ler citações do Mourinho e do Bernardinho. A do Mourinho era relacionada a um tipo de exercício que ele fazia que sempre dava certo em um quadado de 30x30, porém ele reduzia pra 20x20 e já não dava certo, gerava um stress, conflitos, discussões. Já o Bernardinho citou que certa vez foi treinar num estacionamento, com a equipe campeã mundial, a contragosto dos atletas, exatamente para proporcionar a eles sentimentos, ou relembrar sentimentos e sensações de dificuldade que estes passaram ao longo de suas vidas para chegar até lá.

As vezes estas discussões podem trazer novas soluções, mais complexas, e isso vai depender do princípio da progressão, do nível em que se encontra a equipe. As vezes essa zona de desconforto vai gerar um sentimento de dúvida, de desconfiança, que pode ser benéfico em uma equipe que está confiante demais.

OBS: O blogspot é complicado de postar, depois da minha última postagem o editor de postagens se modificou e alguns quesitos sairam, o que não me permite configurar bem a postagem, estou tentando resolver isso o mais rápido possível, para terminar a 3ª parte da última postagem. Basta ver a configuração desta postagem.



Abraço

Luis Esteves