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sábado, 7 de abril de 2012

EXERCÍCIOS

" Quando eu tinha dezessete anos lembro de ter lido algo como:
"Se você vive cada dia como se fosse o último,
um dia você acerta"
Isto me impressionou.
E desde então ao passar de trinta e três anos,
eu olhei no espelho toda manhâ me perguntando:

Se esse fosse o meu último dia de vida,
eu desejaria fazer o que farei hoje?
Quando a resposta foi não por dias demais,
eu soube que precisava mudar algo."

Discurso de Steve Jobs  para a turma de formandos de 2005 da Stanford University.
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Peço desculpas pelas poucas postagens, mas ultimamente tenho tido menos tempo para elas, porém este blog continuará sempre em atualização mais ou menos regular, não buscando a quantidade, mas sim a qualidade em termos de postagem. Agradeço a todos os que continuam acompanhando este blog.

EXERCÍCIOS

Vou postar três exercícios interessantes que utilizamos nos últimos tempos aqui no EC Pelotas. Créditos ao professor Martinho Inácio (Preparador Físico do EC Pelotas) pela realização dos exercícios, ao qual na verdade se não estão ai da forma original, sofreram pequenas adaptações apenas.

EXERCÍCIO 1

Situação de finalização:

Exercício simples de finalização, em situações diversas. Basicamente três filas de jogadores, cerca de 3 ou 4 por fila, dependendo da recuperação desejada, onde cada fila possui um número, e cada número poe dentro do campo determinada equipe, que podem variar diversos confrontos, dentre eles 1x1, 2x2, 3x3, 2x1, 2x2, 3x2, 3x3, 3x1.



Este exercício exige grande concentração, pois o que define a situação é o comando de voz do treinador. Ao dizer uma sequência de números, determinado grupo de jogadores irá sair e jogar.

Por exemplo: O treinador fala 1, 2, 4, e 6, então estes jogadores saem e jogam.  (Neste caso citado, seria uma situação 3 contra 1).

Bom, vamos ao exemplo do gráfico acima:

No caso ocorreu uma situação de 3 contra 2, onde o time azul possui a superioridade Não considerando o goleiro), desta forma deve atacar a goleira grande. A equipe verde, em inferioridade deve ao recuperar a bola e rapidamente procurar sair da pressão azul buscando uma das goleiras pequenas.

Porém, quando o treinador usar a palavra TODOS, ou até mesmo citar todos os números, ou quando citar sequências em que haja igualdade numérica, como 1x1, 2x2, as duas equipes devem finalizar na goleira grande. No caso de 2x2, ou 3x3 pode-se colocar um número de passes mínimos como 1 ou 2 passes antes de finalizar para haver alguma circulação, ou até mesmo deixar livre para finalizar assim que recuperar a posse da bola.


EXERCÍCIO 2

Retirada da Pressão:

Exercício interessante para buscar uma transição ofensiva rápida e objetiva. Dois grandes grupos com uma goleira no centro do campo, o objetivo é finalizar, porém não antes de uma retirada da zona de pressão no jogador coringa do outro lado, após isso a equipe pode finalizar normalmente.



Exemplo: Acima o grupo verde tem a bola, e neste espaço de campo, a superioridade do coringa (jogador vermelho) é desta equipe, cabendo a estes buscar o gol. Já a equipe amarela deve tentar recuperar a bola e buscar o jogador coringa que esta isolado do outro lado do campo, e a partir dai buscar finalizar ao gol, cabendo ao verde ir recuperar a bola imediatamente.

para haver uma aleatoriedade na disposição dos campos de ataque das equipe, deve-se, a cada finalização, manter a bola com a equipe que finalizou, porém, sempre no outro lado do campo, dessa forma as equipes sempre estarão atacando em campos diferentes, evitando a fixação do campo de ataque e defesa. 


EXERCÍCIO 3

Bobinhos com alternância de campo:

Exercício em que dois, três ou até mesmo quatro campos são colocados em distâncias que podem variar de 10 a 20 metros, até mais dependendo dos objetivos do treino.


Exemplo acima: São neste caso 3 campos, onde jogam 8 jogadores, sendo 3 por fora e 2 por dentro. O objetivo de cada equipe que esta por fora, em cada campo é trocar determinado número de passes, ou simplesmente fazer um passe por dentro da dupla que está no meio, fica a critério do treinador, pois o número de passes estimulará mais a circulação, já a passagem da bola pelo meio, estimulará mais o fechamento de espaços da dupla que defende.

Se algum jogador que esta por fora, errar o passe, imediatamente ele e o jogador ao lado direito devem se deslocar para o campo seguinte, sendo a partir daí a dupla de meio deste campo. Caso o grupo que esta por fora com 6 jogadores consiga o seu objetivo, a dupla que esta no meio deve seguir para o próximo campo e continuar no meio como bobo.

Pode acontecer em alguns momentos uma dupla chegar e outra ainda estar no campo, nesse caso, uma alternativa é um comando de voz da dupla que esta chegando, fazendo imediatamente a dupla que esta dentro, caso ainda não tenha atingido seu objetivo, saia e passe para o outro campo.

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LIVRO


Com enorme satisfação que publico aqui o livro do professor Bruno Pivetti, direcionado especificamente a Periodização Tática. Merece destaque pela qualidade. Já publiquei aqui em 2010 um relatório do próprio Bruno, no qual ele descreve o estágio que fez no FC do Porto com o então treinador e professor José Guilherme Oliveira.


Este relatório pode ser visto em:


Inclusive aproveito para anunciar que em breve estarei publicando uma entrevista com o próprio Bruno Pivetti, relacionada a Periodização Tática e outros assuntos do contexto do futebol.

O livro pode ser adquirido em:


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TREINADOR DESTAQUE


Gostaria de aproveitar e parabenizar a campanha que o professor Fabiano Daitx vem fazendo no Guarany, clube de Camaquã, pela segunda divisão do estado, onde com uma grande campanha vem liderando seu grupo, a frente de clubes maiores, com mais tradição e investimento que o Guarany. Parabéns Fabiano e a comissão técnica do Guarany, bem como o grupo de jogadores.





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Um grande abraço
Feliz páscoa a todos.

Luis Esteves

domingo, 3 de julho de 2011

CONVERSAS DE FUTEBOL - XAVI HERNANDEZ

"Eu sou um romântico", diz Xavi, coração do Barcelona e Espanha, Xavi, que visita o Arsenal com o Barça na próxima semana, fala em sua educação de futebol, Cesc Fábregas e a grandeza de Paul Scholes.

SID Lowe
O Guardian
Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


Muitos descreveram o Barcelonaa na vitória de 5-0 sobre o Real Madrid em novembro passado como o maior desempenho de sempre. Mesmo Wayne Rooney admitiu que ele levantou-se em sua sala de estar e começou a aplaudir.

[Cara de Xavi acende-se]. Sim? Realmente? Rooney? Isso me deixa orgulhoso. Rooney, Uau! Rooney é extraordinário, ele poderia jogar para o Barcelona. E antes das pessoas imaginarem manchetes como "Xavi diz a Rooney para juntar-se a Barcelona" – embora, eu adore ele! – o que quero dizer é que ele é nosso tipo de jogador. Esse jogo foi maravilhoso, o melhor que eu joguei. O sentimento de superioridade foi incrível – e contra o Real Madrid! Eles não tocaram na bola. Madre mía, que jogo! No camarim, demos a nós mesmos uma ovação de pé.

Você menciona a dominância do Barcelona, da posse. É tentador para concluir que nunca vimos uma equipe com uma identidade – para melhor ou pior- tão clara como as equipas do Barcelona e Espanha atuais. É tudo sobre posse. E que é sua identidade – que parece ter se tornado dominante.

É bom que o ponto de referência para o mundo do futebol é agora Barcelona, que se trata de Espanha. Não porque ele é a nossa, mas por causa do que é. Porque é um futebol ofensivo, não é especulativo, nós não esperamos. Sob pressão, você quer posse, você deseja atacar. Algumas equipes não podem ou não passam a bola. O que você está jogando? O que é o ponto? Isso não é futebol. Combinar, transmitir, reproduzir. Que é futebol -para mim, pelo menos. Para treinadores, assim, eu não sei, Clemente [Javier] ou [Fabio] Capello, existe outro tipo de futebol. Mas é bom que o estilo de Barcelona é agora um modelo, que não.

Mas alguns reclamaram da Espanha, que foram chatos na Copa do mundo. Mantinhan-se vencendo por 1-0.

Estão se confundindo. Não é que nós estávamos chatos, é a outra equipe que foi. O que a Holanda procurava? Sanções. Ou [Arjen] Robben no contra-ataque. BAM, bam, bam. Claro, estávamos chatos -a oposição fez dessa forma. Paraguai? O que eles fizeram? Construiu um sistema defensivo espetacularmente bom e esperou que as chances – de bolas mortas. Até vai, bola rebatida, solta. É mais difícil do que as pessoas pensam quando você tem um cara atrás de você, que é de dois metros de altura e à direita em cima de você.

Então, qual é a solução?

Acho que rapidamente, procurar espaços. Isso é o que eu faço: Procuro por espaços. Todos os dias. Estou sempre procurando. Todos os dias, todos os dias. [Xavi começa forte gesticulação como se ele estivesse olhando ao redor, balançando a cabeça]. Aqui? Não. Lá? Não. As pessoas que não tenho jogado sempre não percebem que é difícil. Espaço, espaço, espaço. É como estar no PlayStation. Eu acho que merda, o defensor aqui, jogá-lo lá. Eu vejo o espaço e passo. Isso é o que eu faço.

Este é o cerne do modelo do Barcelona e corre todo o caminho através do clube, não é mesmo? Quando você bate o Madrid, oito dos onze iniciais foram produtos do time juvenil e todos os três finalistas na bola de ouro deste ano foram também - Lionel Messi, Andrés Iniesta e você.

Algumas academias de jovens se preocupam com a vitória, nós nos preocupamos com educação. Você vê um garoto que levanta a cabeça, que dá o passe de primeira , pum, e pensa, 'Sim, ele vai fazer'. Trazemos, treinamos ele. Nosso modelo foi imposto por [Johan] Cruyff; é um modelo do Ajax. É tudo sobre rondos [Bobo no meio]. Rondo, rondo, rondo. Cada. Só. Dias. É o melhor exercício que existe. Você aprende a responsabilidade para não perder a bola. Se você perder a bola, você vai no meio. PUM-pum-pum-pum, sempre um toque. Se você ir pro meio, é humilhante, o resto aplaudi e ri de você.

Seu companheiro de equipe no Barcelona Dani Alves disse que você não joga para a execução, você faz a corrida, obrigando os companheiros de equipa à mover-se em determinadas áreas. "Xavi," ele disse, "joga no futuro."

Eles tornam mais fácil. Meu futebol está passando, mas, Uau, se eu tiver Dani, Iniesta, Pedro, [David] Villa … há tantas opções. Às vezes, acho mesmo que a mesmo: o homem, Fulano de tal vai ficar chateado porque eu joguei três passes e ainda não lhe dei a bola ainda. Eu daria melhor esse próximo para Dani porque ele foi até a ala três vezes. Quando Leo [Messi] não se envolve, é como se ele ficasse irritado.. … e o próximo passe é para ele.

Você está falando sobre o estilo de maior sucesso, mas não só podem ir juntos,  eles têm que ir juntos, não é? Arsenal joga um futebol grande, Arsène Wenger é um treinador extremamente respeitado, mas não ganha nada há anos. Poderia acontecer em Barcelona?

Quase impossível. Se você passar dois anos sem ganhar, tudo tem de mudar. Mas você altera os nomes, não identidade. A filosofia não pode ser perdida. Nossos fãs não iriam entender uma equipe que sentou e jogou no contra-ataque. Infelizmente, as pessoas olham apenas equipes através de sucesso. Agora, o sucesso validou nossa abordagem. Eu estou feliz porque, do ponto de vista egoísta, seis anos atrás eu estava extinto; Futebolistas como eu estavam em perigo de desaparecer. Eram todos: dois metros alto, poderoso, em média, knockdowns, segundas bolas, rebotes … mas agora vejo Arsenal e Villarreal e jogam como nós.

Você se vê como um defensor da fé? Um ideólogo?

Era isso ou morrer. Eu sou um romântico. Eu gosto do fato de que o talento, a habilidade técnica, é mais valorizada do que a condição física agora. Fico feliz que essa é a prioridade; se não fosse, não seria o mesmo espetáculo. O futebol é jogado para vencer, mas a nossa satisfação é dupla. Outras equipes vencem e eles estão felizes, mas não é o mesmo. A identidade está faltando. O resultado é um impostor no futebol. Você pode fazer coisas muito, muito bem - no ano passado estávamos melhor do que a Inter de Milão -, mas não vencemos. Há algo maior do que o resultado, mais duradouro. Um legado. Inter ganhou a Liga dos Campeões, mas ninguém fala sobre eles. As pessoas descobriram à mim desde o Euro 2008, mas eu estive jogando da mesma maneira há anos. É verdade, porém, que eu tenho crescido na confiança e tranquilidade. E que vem com o sucesso. 

O futebol Inglês sofreu por abraçar uma cultura futebolística diferente?

Ela mudou, o estilo é um pouco mais técnico. Mas antes era direto, era sobre a segunda bola, o No9 típico era um Crouch ou um Heskey e não houve futebol. Carragher boom,, em cima; Terry, boom, lá em cima. Eu acho que está mudando: Barry, Lampard, Gerrard, Carrick ... eles são jogadores que tratam bem a bola. Você vê-los agora e pensa, Cristo, eles estão tentando jogar.

Paul Scholes é o Xavi Inglês?

[Interrompe Xavi, quase explodindo de entusiasmo] Paul Scholes! Um modelo a seguir. Para mim - e eu realmente quero dizer isso - ele é o melhor meio-campista central, que eu vi nos últimos 15 anos, 20 anos. Eu falei com Xabi Alonso a respeito dele. Ele é espetacular, ele tem tudo: a última passagem, os objetivos, ele é forte, ele não perde a bola, visão. Se ele tivesse sido Espanhol ele poderia ter sido mais bem avaliado. Os jogadores o amam.

A Inglaterra parece ter desconfiança de jogadores técnicos.

É uma pena. Talento tem que ser a prioridade. Capacidade técnica. Sempre, sempre. Claro, você pode ganhar sem ele, mas é o talento que faz a diferença. Olhe para as equipes: Juventus, que faz a diferença? Krasic. Del Piero. Liverpool? Gerrard, Torres ou antes. Talento. Talento. Quando você olha para os jogadores e pergunta-se quem é o melhor: talento. Cesc, Nasri, Ryan Giggs - esse cara é uma alegria incrível. Olhando para trás, eu amei John Barnes e Chris Waddle foi Buenísimo. [Open-boca, os olhos brilhando] Le Tissier! Embora seu estilo era diferente eu gostei Roy Keane e Paul Ince juntos, também. Que a equipe do United foi ótima - minha equipe Inglêsa. Se eu tivesse ido em qualquer lugar, teria sido lá.


Na Inglaterra nós superestimamos os jogadores físicos? Você menciona Carragher, Terry ...

Whoa! Espere! Tenha cuidado. Eles são fundamentais. Temos Puyol. Tecnicamente ele pode não ser o melhor, mas é incrível a maneira como ele defende. Carragher e Terry são necessários, brilhantes, mas eles têm de se adaptar ao futebol técnico [não o contrário]. Para mim, isso vem naturalmente - ou para Messi, Iniesta ou Rooney. Outros têm que trabalhar para isso. Para eles é mais difícil de levantar a cabeça dar um passe -, mas eles têm.

Mas quando um jogador é oferecido a um clube, a primeira pergunta é: "quão alto é ele?"

Você já viu [o winger do Villarreal] Santi Cazorla? Você acha que eu sou pequeno, ele está batendo aqui em mim [Xavi sinaliza o peito]. E ainda assim ele é brilhante. Messi é o mesmo e ele é o melhor jogador do mundo. Talvez seja a cultura, eu não sei, mas na Inglaterra você está guerreando. Você assiste Liverpool Carragher e ganha a bola e chuta para as arquibancadas e os torcedores aplaudem. Há um rugido! Eles nunca aplaudiriam isso aqui.

Na próxima semana você joga novamente com o Arsenal na Liga dos Campeões . São diferentes? Uma espécie de Barcelona-lite?

Arsenal é uma grande equipe. Quando eu assisto Arsenal, vejo Barça. Vejo Cesc carregar o jogo, Nasri, Arshavin. A diferença entre eles e nós é que temos mais jogadores que pensam antes de jogar, mais rápido. Educação é a chave. Os jogadores tiveram 10 ou 12 anos aqui. Quando chegam ao Barça a primeira coisa que ensinan-lhe é: pensar. Pense, pense, pense. Rapidamente. [Xavi começa a fazer as ações, olhando em torno de si.] Levante sua cabeça para cima, mover, ver, pensar. Olhe antes de pegar a bola. Se você está recebendo este passar, olhar para ver se o cara está livre. Pum. Primeira vez. Olhar [Sergio] Busquets - o melhor meio-campista não joga com mais de um toque. Ele não precisa mais. Ele controla, analisa e passa em um toque. Alguns precisam de dois ou três e, dada a rapidez com que o jogo é, isso é muito lento. Alves, um toque. Iniesta, um toque. Messi, um toque. Piqué, um toque. Busi [Busquets], eu ... sete ou oito jogadores com um toque. Rápido. Na verdade, [o treinador de jovens] Charly [Rexach] costumava dizer: um toc mig. Metade de um toque.


Arsenal-Barcelona sempre provoca dúvidas sobre o futuro de Cesc Fábregas. 

Se eu já tivesse ido para outro clube, e estivesse pensando sobre o Barcelona - a ligação é forte. O mesmo está acontecendo com ele. Mas agora há um problema: agora ele é caro. Mas acho que um jogador de futebol acaba jogando onde ele quer. Ele tem que acabar aqui.

Isso não é o que os fãs querem ouvir no Arsenal e alguns acusaram jogadores do Barcelona, ​​você inclusive, criando problemas. No verão passado houve tantas observações supostamente saindo de Barcelona ...

Realmente? Eu quase não soube então. Imagino que não teria gostado disso. [Xavi pausas, acrescentando em voz baixa, quase envergonhada] Você sabe, muitas vezes jogadores de futebol não pensam. Somos egoístas, nós não percebemos. Eu também digo isso porque eu estou pensando em Cesc. Ele quer vir para cá. Barcelona sempre foi seu sonho. Mas é claro que ele é o capitão do Arsenal, o porta-estandarte, um líder. Esta situação é uma putada [bummer] para ele. Ele está em um clube que joga com seu estilo de Wenger que tratou-o bem, ensinou-lhe, levantou-o. Cesc respeita-o. Se ele tivesse sido, digamos, do Blackburn que poderia ter sido mais fácil para sair. Olha, a verdade é: Eu quero que ele venha aqui. É claro. Barcelona tem um estilo muito claro e não caibam muitos jogadores de futebol. Não é fácil. Mas Cesc, se encaixa perfeitamente.

Será que ele irá substituí-lo?

Eu não vejo jogadores novos como uma ameaça, eu não digo "este é o meu patch". Eu sou mais: "trazê-los aqui, deixá-los jogar". Quanto mais talento no meio, melhor. Quatro ou cinco anos atrás, [as pessoas diziam] eu e Iniesta não pôdemos jogar juntos. Não podemos jogar juntos? Veja como acabou.

No ano passado, você bateu o Arsenal confortavelmente ...

Sim, mas este ano eles estão muito melhor. Eu acho que é uma desvantagem para nós que tocamos no ano passado. Eles tinham [também] muito respeito por nós. Era como se eles nos dessem a bola, nós sempre tivemos, em casa e fora. O jogo em Londres poderia ter sido um 4-0 de tanto domínio - mas terminou 2-2. Este ano será diferente.

Qual foi sua reação ao sorteio?

Eu estava feliz. Eu gosto do fato de que veremos um grande jogo. Arsenal não é o tipo de equipe que vem para tentar putear você [te chatear, acabar com o jogo, destruir o jogo]. Se fosse o Chelsea, você poderia pensar Madre mía, eles vão deixar a iniciativa para você, espere profunda, close-up, jogar no contra-ataque com Drogba e Malouda. Mas, não, eu acho que o Arsenal vai querer a bola. Haverá mais de um jogo. Como fã eu definitivamente pagaria por um bilhete para ver este jogo. Manchester United ou Chelsea iria jogar de uma forma mais especulativa. Eles nos deixariam a bola. Arsenal não.
Será que o futebol Inglês pode atrai-lo? Jogadores espanhóis sempre voltam de lá delirando sobre ele.

É incrível. Um passo. Agora que é o futebol. Inglaterra é realmente o berço, o coração ea alma do futebol. Se Barcelona tinha torcedores do Liverpool, ou do Arsenal, ou United, nós teríamos que ganhou 20 Ligas dos Campeões, hahaha! OK, então isso é um exagero, mas eu nunca vi nada parecido. Vencemos por 3-1 em Liverpool uma vez e fomos aplaudidos tanto fora de campo. Na Inglaterra, os jogadores são respeitados mais, o jogo é mais nobre, não é menos batota. Todos os espanhóis que vão amam- e volta um jogador melhor. Se eu já tivesse deixado o Barcelona, teria sido para a Inglaterra.

A final será em Wembley, o que torna ainda mais especial para o Barcelona, ​​não é? No ano passado foi especial porque foi no Bernabéu, mas Wembley é o cenário da Copa do Dream Team de um europeu. E este se sente como um ano em que vocês estão sendo constantemente comparado a eles ...

Em 1992, eu tinha 12 anos e meus irmãos foram mas meus pais não me deixaram. Eu estava em lágrimas, mas não fazia diferença. Eu adoraria jogar em Wembley. É especial para o Barça - e para todos no futebol. O ano passado foi mais morbosa [sobre a rivalidade com o Real Madrid, quase um pouco sujo, titillating]. Este ano é mais nostálgico, mais clássico. E eu sou mais um nostálgico. Quanto a mim? Eu sou um romântico.


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Grande abraço
Luis Esteves

terça-feira, 21 de junho de 2011

WWW.PERIODIZACAOTATICA.BLOGSPOT.COM

MUDANÇAS

Como disse a alguns meses atrás, modifiquei o título do blog. Os motivos são simples, primeiramente por não querer misturar opiniões minhas, a opiniões da Periodização Tática,  no caso representada em seu expoente máximo pelo professor Vitor Frade. Ou seja, se amanha ou depois faço uma crítica aqui, esta crítica é minha, mas não é necessariamente uma crítica da metodologia em sí.

Um exemplo são os exercícios, pode-se pensar que existem exercícios de periodização tática ou não, quando na verdade isso não tem nada a ver, posso publicar um exercício aqui que alguns treinadores irão achar útil, e outros não, depende de cada contexto e de cada operacionalização.

Outro fator que achei importante é a mistura do programa que vendo com o nome da metodologia, alguns poderiam ligar uma coisa a outra e pessoalmente não gostaria que isso acontecesse.

Agora abro um título que futuramente irei utilizar em alguns projetos que tenho, o de Organização de Jogo.

Este blog continua e sempre será exclusivamente sobre futebol, treino, Periodização Tática e assuntos afim, a única coisa que muda é o título, e com o passar dos anos, o layout.

Peço aos amigos que atualizem o link do meu blog em seus blogs por favor, já que ao entrar na página antiga a mensagem é de que exclui meu link.

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ENTREVISTA
JORGE MACIEL

Em breve publicarei aqui uma entrevista que fiz com o professor Jorge Maciel especificamente sobre Periodização Tática, uma das pessoas mais indicadas para falar sobre o tema  pela capacidade e conhecimento que tem em discutir suas ideias e pelo contato com o professor Vitor Frade. Foram 50 perguntas de diferentes sub-temas, ou seja, é bastante assunto e acredito que será de bom proveito a todos que gostam do assunto.
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EXERCÍCIO

Exercício que visa alguns pontos importantes, pessoalmente dou ênfase a transição defensiva (que simularíamos no momento do lançamento, imaginando que alí houve a perda da bola) e a partir daí os sub-princípios que formam a zona pressão, seguida pela zona pressionante, com grande preocupação na mudança de postura na perda da bola.

1- Momento: Equipes posicionadas. Equipe Vermelha dividida, sendo que 4 jogadores estão espalhados em quatro campos com uma goleira cada, sendo referências de lançamentos.


2- Momento: A bola é lançada para uma das referências, a partir daí a equipe em superioridade (verde) deve iniciar o processo de pressão, primeiro com o jogador que esta próximo e depois com o restante da equipe, valorizando apenas um quadrado, porém sem a obrigação de estar dentro do mesmo, pois a retirada da pressão necessita de algumas referências um pouco mais distantes. Neste momento os outros jogadores do vermelho espalhados nos quadrados devem ajudar o jogador que recebeu a bola e tentar o gol na goleira pequena.

3-Momento: Zona pressionantes efetuada. Sem referência longa de retirada da pressão.
Com referência longa de retirada da pressão.

4-Momento: Desarme, e manutenção da posse da bola com retirada da pressão em passes curtos, sem muita profundidade.

 
4-Momento: Desarme e retirada da pressão em profundidade, buscando um jogo direto com apoios em 2ª bola.


5-Momento: Jogo 10 x 11 buscando a finalização, caso a mesma não tenha acontecido na transição ofensiva.

Grande abraço
Luis Esteves
la_futeboll@hotmail.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O MODELO DE JOGO COMO "NORTEADOR" NA FORMAÇÃO DE ATLETAS


Rodrigo Vicenzi Casarin

Luis Esteves



"Não é possível compreender e explicar a complexidade dos JD, enquanto sistema de transformação, senão apelando a modelos que integrem as noções de ordem, desordem, integração e organização"

Gréhaigne (1992).
O processo e o emergir de talentos se estabelece a partir da criação de estratégias acentuadas com base em sistemas auto-organizados e longevos, ou seja, trata-se de um desenvolvimento a longo prazo que pressupõem no investimento da inteligência, criatividade, autonomia, educação e variabilidade (BENTO, 2004; FRADE, 1979).

Os projetos de formação são de suma importância para a criação de uma cultura futebolística, com princípios e regras coerentes e bem definidas, que tenham por base um modelo de jogo que, por sua vez, orientará a concepção de um modelo de treino, um modelo de jogador e até mesmo um modelo de treinador (LEAL e QUINTA 2001).

Na concepção de Garganta (2007), o futebol só faz sentindo entendido dentro de uma proposta tática, com o treino visando a implementação de uma “cultura para jogar”. Para o autor, a forma de jogar é construída e o treino consiste em modelar os comportamentos e atitudes de jogadores/equipes, através de um projeto orientado para o conceito de jogo/competição. Carvalhal (2001) confirma esse pressuposto, afirmando que o modelo de jogo deve ser o “cerne” de todo processo de treino.

Entende-se por modelo de jogo um corpo de idéias, relacionados como uma determinada forma de jogar, constituindo assim como um “perfil” de jogo da equipe (GRAÇA e OLIVEIRA, 1994). O mesmo consiste no mapeamento de um conjunto de referências necessárias para balizar a organização dos processos de organização ofensiva e defensiva e transições ofensivas e defensivas, respeitando os princípios definidos (CASTELO, 1994; MORBAERTS 1991).

Neste seguimento, Oliveira (2004) refere que o modelo é essencial para arquitetar e desenvolver um processo coerente e específico preocupado em criar um jogar. Desta forma, Leandro (2003) menciona também que cada concepção de jogo produz um modelo de jogo próprio, uma vez que as idéias inerentes a uma determinada cultura de jogo se diferenciam. Castelo (1996) refere que cada modelo de jogo compreende a sua evolução dinâmica e criativa ao longo do seu processo de desenvolvimento. Portanto, Frade (2006) afirma que o modelo de jogo é a maneira como uma equipe irá jogar, é a cultura de clube, é a relação com a FORMAÇÃO... enfim é TUDO.

Assim, sabe-se que, quando um treinador chega a um clube, além de analisar sua condição física-estrutural-planejamental (materiais, campos, recursos financeiros, competições), observa seus jogadores e pensa na melhor forma de pô-los a jogar (sua concepção de jogo) em cima da cultura de futebol do clube. Essa é a lógica. Certo ou errado? Errado. Poucos dos nossos clubes e treinadores respeitam suas questões históricas e culturais, e a cada semestre modificam sua forma de jogar, não adquirindo uma cultura de clube necessária para criar uma identidade futebolística. Essa constatação é um dos vários “cancros” do nosso futebol e acaba refletindo nas categorias de base.

Oliveira (2008) confirma essa idéia afirmando que, quando um treinador é contrato por um determinado clube, trás consigo sua concepção de jogo, porém, terá que se adaptar a cultura de clube que poderá ter um Modelo de Jogo padronizado a todas as categorias. Assim, o treinador terá que adaptar suas idéias de jogo em cima desse modelo preconizado. Na concepção de Pinto (1996), é a existência de uma cultura de jogo comum a todos os jogadores que os distingue de outros, sendo essa mesma cultura de jogo a responsável pela diferenciação de várias equipes, apresentando-se como uma “impressão digital” de cada equipe.

Nesse entendimento, parece que as idéias do treinador não são importantes para a idealização do modelo?

Evidente que são, mas para serem válidas e relevantes, as mesmas devem ser contextualizados com a cultura de jogo, modelo de treino e o modelo de jogadores pertencentes ao clube. Frade (2004) deixa explicito que o treinador tem uma ação decisiva em todo processo evolutivo da equipe, já que aplica um conjunto de conhecimentos prévios (seu conhecimento sobre o jogo) e que se informou e vai adquirindo diariamente sobre o clube que gere (conhecimento sobre a cultura de clube).

Assim, o treinador, no momento de construção do modelo de jogo da sua equipe, além de considerar as suas idéias de jogo, deve respeitar as questões culturais do clube e as sócio-culturais dos jogadores (PINTO e GARGANTA, 2006).

Portanto, o treinador não está sozinho; por mais claro e evidente seja aquilo que deseja (sua concepção de jogo), o mesmo lidará com fatores importantes que afetarão no desenvolvimento do modelo de jogo.

Na concepção de Mourinho (2001), para elaboração de um modelo de jogo é importante conhecer:

 O clube em questão; características históricas, sociais e culturais do clube;

 A equipe e o respectivo nível de jogo;

 O nível e as características individuais dos jogadores;

 O calendário competitivo;

 Os objetivos a atingir;

 Organização funcional ou articulação princípios, sub-princípios e sub-sub-princípios estabelecidos nos momentos do jogo;

 Organização estrutural ou sistemas táticos;

 Realidade estrutural e financeira.

Também, como se refere Oliveira (2008 cit. por Lemos 2008), deve-se considerar outros aspectos relevantes:

 Modelo de Clube (estilo de jogo marcante); se é compatível com minhas futuras idéias;

 Número de Jogadores no plantel;

 Número de treinadores ou integrantes da comissão técnica;

 Número de treinos semanais.

Desta forma, a construção de um modelo de jogo deverá evidenciar uma construção fractal única, aberta as contingências das interações entre os diferentes agentes (aspectos históricos, torcedores, treinadores, jogadores...) e ao respectivo envolvimento cultural que esse jogar emergirá (OLIVEIRA, 2004).

Torna-se ainda mais claro após as exposições acima, que, para que tal seja exeqüível, deve-se ter em conta um fio condutor, isto é, um padrão cultural (modelo de clube), um modelo de treino e modelo de jogador, cujas articulações sejam devidamente efetuadas entre as categorias de base, inspirando-se no plantel profissional, nas idéias de jogo deste (MACIEL, 2008).

Dessa maneira, todas as equipes devem procurar padronizar seu futebol, construindo um modelo de jogo a ser utilizado em todas as categorias. Assim, o processo de formação ficará completo e o jogador, ao chegar à equipe profissional, estará preparado para desempenhar seu papel (em sua determinada posição) de uma forma satisfatória, já que sua experiência na base lhe dará condições para vivenciar padrões comportamentais similares aos do futuro.

Mas deve-se ter em mente as caracterizações que cada faixa-etária exige. O mesmo modelo de jogo será utilizado em todas as categorias, mas os exercícios, as sessões semanais, o tempo das sessões, as exigências pelo resultado e pelo cumprimento dos padrões pé-determinado táticos-técnicos-psicologicos-físicos, deverão diferenciar-se, já que não se pode confundir o futebol-base com o futebol-profissional. Neste contexto, o Modelo de Jogo não pode ser rígido, devendo ser variável dependendo do contexto em que se insere (CARDOSO, 2006).

Para Silva (2008), o processo de treino deve pautar-se por princípios que modelem o jogo no sentido de uma concretização equilibradora entre o ser que joga e o jogo que é jogado. Ou seja, por um lado a modelação do jogo deve considerar a criança, o jovem, sua singularidade, e, por outro lado, deve considerar o jogo com inteireza inquebrantável.

Nesse contexto, Garganta (2002) coloca uma seqüência de progressão do modelo de jogo, dividida em três fases básicas; é importante saber isso para entender o processo de aprendizagem/ensino da equipe e dos jogadores. Não há uma velocidade específica de ensino, pois cada equipe tem um tipo de resposta aos estímulos propostos.


MODELO RUDIMENTAR

 - Jogo estático, não orientado, jogadores centrados sobre a bola, excesso de verbalização.

 Os jogadores perseguem indiscriminadamente a bola, aglutinando-se sobre ela;
 Dificuldades na relação com a bola (Domínio, Controle, Proteção, Passe... etc.);
 Utilização sistemática da visão para olhar a bola, impossibilitando a "leitura" do jogo;
 Imobilismo dos jogadores sem bola, excesso de verbalização;
 A circulação da bola não é voluntária;  Sucessão de ações isoladas e explosivas sobre a bola.


MODELO INTERMEDIÁRIO

 - Jogo estático, orientado, jogadores centrados sobre o passe.

 Ocupação mais racional do terreno de jogo, embora pouco eficaz, pois é pouco móvel, estático;
 Existência de blocos de jogadores estáticos que trocam passes entre si;
 A visão (Central e Periférica) vai sendo aos poucos "libertada" para ler o jogo;
 Todo o encadeamento de ações necessita de uma paragem Bola-Jogador;
 Pouca agressividade ofensiva.

MODELO AVANÇADO

 - Jogo dinâmico, orientado, jogadores centrados sobre a finalização - Gol

 Jogadores organizados em funções de finalidades diferentes;
 Agressividade ofensiva;
 O portador da bola joga de cabeça levantada para "ler" o jogo;
 Alternância do jogo em largura e profundidade;
 As ações são organizadas em função dos alvos – goleiras;
 As ações são encadeadas;
 Privilegia-se a Comunicação Motora, em detrimento da Gestual e Verbal.

Então, é importante respeitar o processo de progressão qualitativo do modelo de jogo; isso não tem tempo certo, depende da categoria, da maturação dos atletas, da especificidade do treino. Portanto, não é de um dia para o outro que os atletas estarão prontos para integrarem o grupo profissional. O processo só ficará completo se a progressão lógica e o roteiro hierárquico das fases de aprendizado ao modelo de jogo forem vivenciados inteiramente pelos atletas.

Desta forma, podemos observar que o treinar deve ser perspectivado através de níveis de complexidade diferentes e crescentes, determinado por um padrão (modelo de jogo) que evoluirá qualitativamente, tornando-se um hábito não estanque e mecânico, gerador de automatismos libertadores.


Corroborando essa idéia, Faria (1999) afirma que esse hábito de jogar de determinada maneira só poderá acontecer se os princípios do modelo de jogo estiverem claramente definidos, forem trabalhados de forma sistemática e evidenciarem uma idéia coletiva de jogo. Poucos clubes no mundo encontram-se com uma cultura de formação orientada por um modelo de jogo, devidamente organizada e operacionalizada. Um exemplo clássico é o Barcelona, onde certamente o grande sucesso nas últimas décadas deve-se a sua cultura de formação.

Evidente que o Barcelona não é parâmetro para ninguém aqui em nosso país, mas pode ser espelho para clubes que estão buscando uma mudança de mentalidade. Assim, sugere-se nesta estruturação do departamento de base, a unificação de um modelo de jogo e a contratação de profissionais que se identifiquem com esta proposta.

Esses preceitos acima citados, certamente proporcionarão uma formação qualificada e ajudarão a romper a crise tático-técnica-psicologia, (a dimensão física não foi citada, em virtude da hiper-valorização da mesma nos departamentos de base) e econômica pelo qual os clubes estão passando. Assim, os clubes terão jogadores qualificados, não apenas para serem negociados, mas para jogarem no clube, sem necessitar a cada ano contratar jogadores que não se identificam com o clube e que contribuem demasiadamente para os gastos.

Por fim, o modelo de jogo deve ser entendido com um sistema auto-organizado e autopoiético, algo em aberto e dinâmico, contemplando mudança, um aspecto determinante para emergi-lo da criatividade dentro do sistema, que, tendo subjacente um determinado padrão, permite ao jogar e aos potenciais talentos, evoluírem para níveis de complexidade mais elevados, sem perda de identidade (MACIEL, 2008).

Assim, fica latente esse preceito de começar a utilizar o modelo de jogo como referência para formação de atletas aqui no Brasil. Mas deve-se perceber a interdependência dos conceitos de modelo de clube, modelo de treinamento e modelo de jogador, dentre outras variáveis, para chegar ao resultado final: modelo de jogo.

Os paradigmas estão em constante mutação; evidente que seus conceitos levarão algum tempo para serem aceitos, considerados normais e válidos, principalmente nesse mundo “monopolizado” do futebol. Friedrich Nietzsche retrata muito bem esse panorama ao afirmar que “não há fatos eternos, como não há verdades absolutas”.



REFERÊNCIAS

BENTO, J.O; Conceito de Formação. In TANI, G.; BENTO, J; PETERSON, R. (Eds.), Pedagogia do Desporto. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

CARDOSO, F; A necessidade de contextualizar a dimensão táctica no Futebol. FADEUP. 2006.

CARVALHAL, C; No treino de futebol de rendimento superior: a recuperação é… muitíssimo mais que recuperar. Braga: Liminho, 2001.

CASTELO, J; Futebol, a organização do jogo; edição do autor; Lisboa, 1996.

CASTELO, J; Futebol: modelo técnico-táctico do jogo. Lisboa: Edições FMH-UTL

Mombaerts, E. (1991). Football de l´analyse du jeu à la formation du joueur. Ed. Actio. Joinville-le-Pont. France. 1994.

FARIA R; Periodização Táctica. Um imperativo Concepto-metedológico do Rendimento Superior em Futebol. FADEUP,1999.

FRADE, V; Disciplina de "Opções - Futebol". Esboço analítico de programa. Universidade do Porto. 1979.

FRADE, V; Apontamentos das aulas de metodologia aplicada I, opção de futebol. Porto. FADEUP, 2004.

FRADE, V. Apontamentos das aulas de metodologia aplicada I, opção de futebol. Porto. FADEUP, 2006.

GARGANTA, J; Competência de ensino de jovens futebolistas. Universidade do Porto/ Faculdade de Ciência do Desporto e Educação Física. Rev. Digital, ano 8, fev. 2002. Disponível em .

GARGANTA, J. Modelação Táctica em Jogos Desportivos: A Desejável Cumplicidade entre Pesquisa, Treino e Competição. I Congresso Internacional Jogos Desportivos. FADEUP. 2007.

GRAÇA, A.; OLIVEIRA, J; O ensino dos jogos desportivos. Centro de Estudos dos jogos Desportivos. FADEUP.1994.

LEAL, M.; QUINTA R; O treino de futebol: uma concepção para a formação. Braga: APPACDM

LEANDRO, T; Modelo de Clube: da concepção a operacionalização. Um estudo de caso no futebol clube do porto.FADEUP. 2003.

LEMOS R; Periodização táctica: um aprofundamento e uma explicação para a conotação de modelização sistêmica. Curso de animação e gestão desportiva. 2008.

MACIEL, J; A incorporacção precoce dum jogar de qualidade como necessidade (eco)antroposocialtotal: Futebol um Fenómeno AntropoSocial Total, que primeiro se estranha e depois se entranha e logo, logo, ganha-se! FADEUP. 2008.

MOURINHO, J; "Programação e periodização do treino em futebol" in palestra realizada na ESEL, no âmbito da disciplina de POAEF. 2001.

OLIVEIRA, G. J; O conhecimento especifico em futebol. Contributos para a definição da uma matriz dinâmica do processo de ensino-aprendizagem /treino do jogo. Tese de Mestrado (não publicada), FADEUP. 2004.

OLIVEIRA, G. J; Entrevista. O desenvolvimento do jogar segundo a periodização tática. FADEUP. 2006.

PINTO, J; A táctica no futebol: abordagem conceptual e implicações na formação. In: J. Oliveira e F. Tavares (Ed.). Estratégia e táctica nos jogos desportivos colectivos. FADEUP. 1996.

PINTO J.; GARGANTA, J; Contributo da modelação da competição e do treino para a evolução do nível de jogo no futebol. In: Oliveira J, Tavares F. Estratégia e táctica nos jogos desportivos colectivos. Porto: FADEUP. 1996.

SILVA, R; A pluridimensionalização de uma aprendizagem que, sendo futebolística, é uma emergência funcionalmente específica, como objecto de conhecimento futebolístico-científico! : abordagem a uma era pós futebol de rua pela radiografia do talentizar, num futebol que forma, não deforma! FADEUP. 2008.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PROFESSOR RAFAEL VIEIRA


Quem vê uma foto como essa pode deixar passar desapercebido um ou outro integrante da comissão técnica, até por quê a atenção maior normalmente é para o treinador, dono da última palavra nas definições da equipe, mais atenção ainda recebe esse treinador quando é o treinador da maior seleção do mundo.

Bom, mas para alguns que conhecem as pessoas presente na foto, certamente à mesma gera alegria ao ver profissionais trabalhadores que por muitos anos estiveram em clubes pequenos, até mesmo escolinhas, chegando no topo do mundo, o top.

O professor Rafael Vieira, ao qual fui atleta lá por 1996/97 mais ou menos, no pequeno C.E.Aimoré, juvenis (se não me engano), no qual me lembro bem do local, campo, estrutura, jogadores, era tudo muito humilde e difícil, como sempre é nesses clubes, como é no meu atual clube, mas mesmo assim as pessoas que estavam envolvidas lá fazia um bom trabalho, ou seja, não é a toa que as coisas acontecem. O próprio Mano Menezes, que segundo relatos de sua filha passou um ano desempregado, recebendo diversos convites fora da área para a sustentação pessoal, treinou equipes inexpressivas, até mesmo equipes não competitivas, para mim isso é a prova maior da busca do conhecimento, que está a disposição de todos, basta saber perceber e absorver.

Parabéns Rafael, do Montserrat para a seleção, desejo a você toda a sorte do mundo cara, aliás, começou bem esse time, com a velocidade coletiva que o bom futebol merece ter. As peças certas no lugar certo é quase que certeza de sucesso.

Um Grande abraço!
Espero lhe encontrar em breve na cdd

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O CAMUNDONGO MEDROSO

Diz a fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato.



Um mágico teve pena dele e o transformou, então, em gato!


Mas aí ele ficou com medo de cão


Por isso, o mágico o transformou em pantera.


Então, ele começou a temer os caçadores.


A essa altura, o mágico desistiu.


Transformou-o em camundongo novamente e disse:


- Nada que eu faça por você vai ajudá-lo porque você tem apenas a coragem de um camundongo.

 
 
Grande abraço
Luis Esteves
la_futeboll@hotmail.com

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O SEGREDO DA VITÓRIA

“A verdadeira vitória só pode ser entendida pelo detalhe. Algumas equipes vencem mais do que outras. Vencer é apenas o ponto final de um caminho que é feito por muitos detalhes, é assim no jogo de futebol e é assim na vida. E estes detalhes todos estão relacionados e se influenciam o tempo todo. É por isso que algumas equipes não conseguem vencer, é por isso que algumas equipes vencem por pouco tempo e é por isso que existem equipes que vencem quase sempre.

No primeiro caso, as equipes que não conseguem vencer são as equipes que podem não ter comprometimento, podem não ter concentração, podem não ter qualidade ou podem ter todos estes ingredientes, porém não sabem como utiliza – los no dia a dia como equipe, não conseguem trazer estas qualidades para a sua preparação. ESTAS EQUIPES NUNCA FORAM E NUNCA SERÃO EQUIPES.

No segundo caso, as equipes que conseguem vencer por pouco tempo possuem comprometimento, concentração, qualidade e talento e conseguem atingir finalmente a vitória. Percebem como é bom vencer e fazem isso mais algumas vezes, porém depois de um curto tempo, costumam cair na armadilha do sucesso e perdem o foco central da preparação, OS TREINOS, e progressivamente vão treinando menos e pior, até que finalmente conhecem a derrota, derrota que se torna comum para estas equipes, pois quando perdem, times assim não possuem a humildade e a solidariedade suficiente para corrigir seus problemas, e deixam o estrelismo tomar conta dos corpos de seus jogadores. ESTAS EQUIPES NUNCA FORAM EQUIPES DE VERDADE.

E no último caso, as equipes que quase sempre vencem, sabem que o QUASE SEMPRE significa que nenhuma equipe é imbatível, porém também sabe que o caminho para ser quase imbatível é exatamente QUERER SER IMBATÍVEL, e o segredo para isso é a preparação, SÃO OS TREINOS. E treinar bem significa treinar em alta concentração. Estas equipes vencem muitas vezes, conseguem títulos e seus jogadores se destacam e são iluminados pela luz da equipe. Estas equipes vencem porque seus jogadores têm a mente muito forte e sabe a importância que cada um tem na composição do grupo, com muito comprometimento, concentração e talento, e sabem também que a atitude de cada um influencia o grupo, positivamente ou negativamente. ESTAS SÃO AS EQUIPES DE VERDADE.

NÓS TEMOS O PODER DE DECIDIR QUAL DESTAS EQUIPES QUEREMOS FORMAR E PARTICIPAR, COM NOSSO COMPORTAMENTO, COM NOSSO COMPROMETIMENTO, CONCENTRAÇÃO E TALENTO, PORÉM TEMOS QUE DECIDIR ISSO TODOS OS DIAS QUANDO ACORDAMOS!



Grande abraço
Luis Esteves

domingo, 11 de abril de 2010

A MONTAGEM DA SEMANA DE TREINAMENTOS - SEXTA-FEIRA

"Nos hemos vuelto a convencer de que
el camino es ayudarnos unos a otros.
Hay mucho esfuerzo y mucha gente
detrás del partido de Messi.
Defendemos todos y atacamos todos.
Todos hacemos todo.
 Si hay uno que no defiende no juega,
y si uno no ataca, tampoco"

 Pep Guardiola





TREINO 5: 17/03/06 – SEXTA-FEIRA



POSTAGEM FINAL SOBRE A MONTAGEM DA SEMANA DE TREINAMENTOS - COM NARRAÇÃO DE BRUNO PIVETTI:

Dado que no final de semana não haverá jogo, o treino de hoje foi um misto de tensão e velocidade de contracção específicas. Em um microciclo semanal padrão, o treino de hoje deveria estar condicionado para a recuperação activa em um contexto de introdução à competição, porém como haveria folga ao fim de semana, o trabalho foi em regime de esforço elevado, primando para os esforços que requerem uma alta tensão e velocidade de contracção muscular.


Os exercícios foram todos eles focados no regime táctico, no sistema e modelo de jogo proposto pelo treinador. As 16:07 chegaram ao relvado os componentes da comissão técnica e os jogadores.



Aquecimento:

O processo de aquecimento foi dividido em duas partes. A primeira consistiu em uma actividade em que três ou quatro jogadores ficavam dispostos em círculo e estes passavam a bola pelo alto ao companheiro de modo que ninguém poderia deixá-la cair ao chão. O exercício dificultava na medida que o jogador que passava a bola ordenava o número de toques a serem dados pelo companheiro antes deste passar a bola a outro jogador.

Na segunda parte do aquecimento, os jogadores foram divididos em dois grupos e dispostos em duas linhas paralelas, de modo que um ficasse de frente para o outro à distância de cerca de dez metros. Em seguida, Raul Costa conduziu diversos exercícios de aquecimento, como:


• Rotação no plano lateral e medial da articulação coxo-femoral;

• Corrida lateral;

• Deslocamentos em diagonal;

• Acelerações e desacelerações;

• Skipping alto;

• Acelerações com mudança de direcção;

• Corrida de costas.


Flexibilidade:

Neste dia o treino de flexibilidade inicial foi realizado como parte do aquecimento. Os grupos musculares trabalhados foram: adutores, quadríceps, posteriores de coxa e tríceps sural. O aquecimento durou no total cerca de dez minutos.


Observação: Enquanto os jogadores de linha realizavam o aquecimento e o treino de flexibilidade, os guarda-redes faziam exercícios específicos em separado.


Orientação:

Após o aquecimento os jogadores se reuniram com o treinador para que este pudesse dar as instruções a respeito do primeiro exercício executado nesta sessão de treino. Duração: aproximadamente dois minutos.




Primeiro Exercício:





O primeiro exercício era de carácter posicional, ou seja, primava pela organização da equipa em terreno de jogo e a movimentação, as trocas posicionais inerentes a cada jogador. Basicamente foi realizado um 10X1, ou seja, dez jogadores de linha contra o guarda-redes. O plantel de jogadores foi dividido em dois, sendo cada metade disposta em uma metade do campo. O objectivo principal era a aquisição hierarquizada da organização ofensiva em posse de bola que o modelo de jogo do treinador requeria.


Uma equipa foi coordenada por Raul Costa e a outra por Paulinho Santos, sendo função destes proporcionar o feedback a cada jogador pelos erros e acertos cometidos. O professor Guilherme observava as duas equipas realizando incursões verbais relativas ao desempenho dos jogadores. O exercício teve a duração de seis minutos, sendo realizada uma troca de lado de jogo nas equipas, quando se deu três minutos de realização do exercício. Com a virada de campo, o professor Guilherme trocou alguns jogadores de equipa.




Foi sempre incentivada a penetração pelas laterais e finalizações a partir de cruzamentos. A qualidade era sempre requerida pela comissão técnica, e esta incentivava sempre as tomadas de decisão realizadas pela capacidade táctica dos jogadores, desde que a resposta motriz estivesse de acordo com a sistematização de jogo concebida pela equipa. Este determinado exercício pode ser enquadrado como tendo elevada velocidade de contracção muscular, dada a enorme quantidade de mudanças de direcção executadas através das trocas posicionais constantes. A tensão era também elevada porém não era máxima devido a ausência de oponência, fazendo com que o número e a intensidade das contracções excêntricas fossem menores.

Flexibilidade:


Alguns exercícios de alongamento foram propostos durante o tempo de recuperação entre um exercício e outro.

Orientação:


Dada a complexidade do exercício seguinte foram gastos dois minutos para a orientação dos jogadores a cerca do que teriam de realizar. Ainda, o plantel de jogadores foi dividido em três equipas de cinco jogadores.


Segundo Exercício:


Esta actividade pode ser caracterizada como um esforço de alta tensão muscular específica, já que os jogadores que não detinham a posse de bola eram incumbidos de marcar o adversário através da marcação pressão alta e os jogadores em posse eram obrigados a circular a bola de modo que não a perdessem. Sendo assim, foi verificado um alto número de travagens, deslocamentos curtos em alta velocidade, mudanças de direcção, acelerações e desacelerações constantes, o que evidencia o alto número de contracções excêntricas inerentes a este trabalho.

O objectivo do trabalho era a tensão de contracção muscular máxima realizada através de esforços altamente específicos ao contexto de jogo proposto pelo treinador como supra princípio de treino. Deste modo os jogadores foram divididos em três equipas de cinco jogadores que se revezaram no terreno de jogo, sendo que sempre uma estava a descansar enquanto outras duas se confrontavam. O campo de jogo era reduzido formando um rectângulo de cerca de vinte metros de largura por cinquenta metros de comprimento.

As regras de jogo também eram adaptadas, de modo que a equipa que saia com a bola teria de fazer um número mínimo de passes no campo defensivo para poder atacar a meta adversária e a equipa adversária teria que procurar retomar a posse de bola através da marcação pressão alta executada com três jogadores. No caso, se uma equipa retomasse a bola esta poderia reiniciar o jogo em seu campo defensivo tendo agora que realizar o número de toques mínimos para poder atacar. Desta forma, em situação de retomada de posse de bola, haviam três jogadores responsáveis pelo pressing alto zonal, dois jogadores na sobra e um jogador essencialmente fixo no terreno defensivo. Em necessidade de se manter a posse, o jogador fixo atrás tinha a função de distribuir adequadamente o jogo e a equipe jogava aberta de modo a facilitar a circulação de bola e dificultar a acção do adversário aumentando-se o tamanho da zona para se marcar.



O estímulo (um jogo) tinha duração aproximada de dois minutos e as equipas se revezavam em terreno de jogo, sendo que um grupo não fazia mais de dois jogos seguidos. O intervalo entre cada jogo era de trinta segundos. O esforço era bastante intenso do ponto de vista físico, porém podia-se notar o carácter descontínuo desta unidade de treino, dada a necessidade de obedecer a recuperação necessária dos esforços de tensão específica, para a aquisição adequada da força técnica. Foram realizadas cinco séries de jogo e o exercício teve duração total de cerca de quinze minutos.

Recuperação:

Nesta altura os jogadores foram liberados para realizar hidratação, dada as características intensas do trabalho realizado.

Terceiro Exercício:

O exercício consistia em jogo reduzido com uma só baliza a ser objectivada. Assim, uma equipa era responsável em defender a baliza e o outro grupo de jogadores tinha por função marcar golos. O treinador dividiu os atletas em três equipas de seis jogadores. Enquanto duas equipas se confrontavam em terreno de jogo o outro grupo de jogadores descansava, com a excepção de dois jogadores que actuavam como apoio nas laterais do campo.


As funções dos apoios laterais esquerdo e direito era repor rapidamente a bola em jogo e actuar como jogador da equipa que detinha a posse de bola. O treinador sempre intensificava a exigência pela qualidade do passe e circulação constante de bola.

Realizaram-se seis jogos de dois minutos e trinta segundos com trinta segundos de intervalo entre os jogos. As equipas se revezavam em terreno de jogo de modo que o número de jogos consecutivos não fosse nunca superior a dois.
Recuperação:

Nesta altura os jogadores foram liberados para realizar hidratação, dada as características intensas do trabalho realizado.

Quarto Exercício:


O grupo de jogadores foi dividido em duas equipas (azul e verde) de nove jogadores de linha e jogaram em um campo reduzido medindo cerca de quarenta metros de comprimento por trinta metros de largura. As duas balizas eram oficiais e tinham a presença dos guarda-redes para defender a meta. O sistema de jogo utilizado era o 1-4-4-1 com um losango formado no meio de campo. A circulação de bola era sempre preconizada quando a equipa estava em posse da bola e esta sempre jogava de forma aberta com o intuito de aumentar o espaço de marcação do adversário. Agora, em situação de retomada de posse de bola, a equipa se fechava tanto quanto possível e marcava a alta pressão por zona do campo.


O exercício teve a duração de 15 minutos, sendo fragmentado em dois tempos de sete minutos com um minuto de intervalo entre cada tempo de jogo.

OBSERVAÇÕES:
- OCASIONALMENTE ESTA S EMANA DE TREINOS NÃO TEVE JOGOS, POR ISSO A ALTERAÇÃO MORFOLÓGICA DA SEXTA-FEIRA (SÁBADO EM OUTROS MORFOCICLOS), PORTANTO NÃO SEGUIU A LÓGICA DO QUADRO INICIAL.

- INICIALMENTE FOI UTILIZADO UM EXERCÍCIO DE ORGANIZAÇÃO TÁTICA GERAL, COM ÊNFASE EM POSIÇÕES, FUNÇÕES, E OUTROS DETALHES DO MODELO DE JOGO COM PREOCUPAÇÕES COLETIVAS. MAIOR NA DURAÇÃO DA CONTRAÇÃO, E NA RESISTÊNCIA ESPECÍFICA.

- APÓS ISSO HOUVE UM EXERCÍCIO EM QUE A TENSÃO DE CONTRAÇÃO ERA GRANDE, ESPAÇOS REDUZIDOS E SUB-PRINCÍPIOSEN FATIZADOS.

- TERMINANDO COM UM EXERCÍCIO EM QUE A ORGANIZAÇÃO GERAL MAIS UMA VEZ FOI SOLICITADA, PORÉM EM DINÃMICA DE VELOCIDADE ESPECÍFICA.

- PODE-SE DIZER QUE NESTA SESSÃO HOUVERAM PARTICIPAÇÃO DOS 3 DIAS DE PRINCIPAL AQUISIÇÃO, QUARTA = MÉDIA COMPLEXIDADE E FORÇA ESPECÍFICA, QUINTA = PEXIDADE E RESISTENCIA ESPECÍFICA, E SEXTA = BAIXA COMPLEXIDADE E VELOCIDADE ESPECÍFICA DE CONTRAÇÃO.

TERMINA AQUI A SÉRIE DE POSTAGENS SOBRE A MONTAGEM DA SEMANA DE TREINOS, EM BREVE FAÇO OUTRA, DE MINHA PRÓPRIA AUTORIA. O OBJETIVO DESTA SÉRIE DE POSTAGENS FOI O DE DIDATICAMENTE REPASSAR AOS TREINADORES E ESTUDANTES DESTA METODOLOGIA, UM HORIZONTE QO QUAL POSSAM UTILIZAR PARA O PLANEJAMENTO DE SUA SEMANA DE TREINOS, PORÉM, LEMBRO QUE, APENAS COPIAR ISSO E APLICAR, PODERÁ GANHAR ALGUNS JOGOS, MAS DIFICILMENTE SE MANTERÁ EM TERMOS QUALITATIVOS, POIS É PRECISO TER UM MODELO PRÓPRIO, SER CONGRUÊNTE A ELE EM TERMOS DE CRIAÇÃO DE EXERCÍCIOS, E RESPEITAR OS PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS, COM PLANEJAMENTO E FELLING.


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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


PIVETTI, Bruno rques Fernandes; RELATÓRIO DE ESTÁGIO NOS JUNIORES DO FC PORTO - ESCALÃO SUB-19. - Ministrado pelo Professor José Guilherme Oliveira. Porto - PT. 2006.
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Grande Abraço
Luis Esteves
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GERENCIADOR - LA.FUTEBOLL

Aproveitando para responder a pergunta de alguns professores, o programa que utilizo para a criação dos exercícios deste blog, é criado e comercializado por mim. É na verdade uma planilha complexa, composta por diversas funções, dentre elas a criação de exercícios e o arquivamento deles.



Esta é uma das funções do gerenciador, que dentre outras ainda possui:
- Cadastro de atletas por nome e posição;
- Cadastro de profissionais;
- Planilhas de AValiação, Faulkner, Saltos, RAST, VO² dentre outras;
- Relatórios para avaliação de jogo;
- Fichas de atletas, Planilha de Organização de posições, Microciclo, Mesociclo;
- Possibilidade de criação de alguma planilha pessoal - consultar.
Maiorres informações, solicite um PDF informativo pelo e-mail:
Grande Abraço
Luis Esteves