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sexta-feira, 16 de julho de 2010

A PROPENSÃO FISIOLÓGICA DOS COLETIVOS

Estudo relacionado a intensidade de jogos, treino em espaço reduzido e o tradicional coletivo, simulando o jogo. Os gráficos abaixo evidenciam, segundo a conclusão dos autores que fisiologicamente o jogo coletivo não proporciona ao atleta o mesmo tipo de esforço que irá acarretar o jogo oficial. Sendo que o treino em espaço reduzido gera uma adaptação fisiológica muito próxima a representada pelo jogo oficial.

Intensidade de sessões de treinamento e jogos oficiais de futebol


Autores:

Daniel Barbosa COELHO
Vinícius de Matos RODRIGUES
Luciano Antonacci CONDESSA
Lucas de Ávila Carvalho Fleury MORTIMER
Danusa Dias SOARES
Emerson SILAMI-GARCIA



Resumo - (Original do Artigo)

O objetivo desse estudo foi identificar e comparar a IE de duas sessões de treinamento (coletivo e campo reduzido) com a IE de jogos de uma competição oficial de futebol. A freqüência cardíaca (FC) de oito atletas juvenis, pertencentes a um clube da primeira divisão do futebol brasileiro, foi medida e registrada durante duas sessões de treinamento (coletivo e campo reduzido) e durante seis jogos de uma competição oficial. A IE registrada nos jogos da competição oficial (166 + 3 bpm e 84 + 1,3 %FCmáx) foi maior em comparação com a IE registrada durante o treinamento coletivo (150 + 3 bpm e 75 + 1,8 %FCmáx). Não houve diferença entre a IE dos jogos da competição oficial e a IE do treinamento em campo reduzido (157 + 5 bpm e 79 + 2,6 %FCmáx). A semelhança entre as IEs do treinamento em campo reduzido e dos jogos oficiais registradas no presente estudo sugere que esta atividade pode ser utilizada como um estímulo específico de treinamento aeróbico para o futebol.


FREQUÊNCIA CARDÍACA EM JOGO OFICIAL




 FREQUÊNCIA CARDÍACA EM JOGO REDUZIDO






 FREQUÊNCIA CARDÍACA EM JOGO COLETIVO





Discussão - (Original do Artigo)

Identificou-se no presente estudo que a IE, representada como bpm e %FCmáx, foi menor em jogos coletivos de futebol, freqüentemente utilizados para treinamentos, em comparação com jogos oficiais desta modalidade. Já o treinamento em campo reduzido produziu valores de FC semelhantes aos valores de FC dos jogos oficias. Essa característicase manteve quando os valores de FC foram apresentados em bpm ou %FCmáx. A partir dos resultados obtidos pôde-se identificarque as sessões de treinamento avaliadas foram realizadas em uma IE intermediária (70-85 %FCmáx) para atletas de futebol (COELHO, 2005; HELGERUDet al., 2001), e consideradas como alta para indivíduos saudáveis (ACSM, 1998). Entretanto, HOFF et al. (2002) registraram uma IE de 91,3 %FCmáx em um jogo em campo reduzido com duas equipes compostas por cinco jogadores cada e com constante reposição de bola. É possível que a menor IE encontrada no presente estudo seja devido ao maior número de atletas em cada equipe em comparação com HOFF et al. (2002). Com isso, os jogadores teriam uma menor participação efetiva no jogo, o que diminuiria a IE realizada por cada atleta.

Esse fato foi descrito por SASSI, REILLY e IMPELLIZZERI (2004), que registraram uma maior IE no treino com equipes compostas por quatro jogadores em comparação com o treino com equipes compostas por oito jogadores. Além de HOFF et al. (2002), outros estudos investigaram a IE de jogos de futebol em campo reduzido. CAPRANICA et al. (2001) identificaram a IE realizada por jogadores de futebol de 11 anos de idade, enquanto MILES et al. (1993) registraram a IE em um jogo feminino com quatro jogadoras.No entanto, a IE avaliada nos dois estudos citados foi apresentada em valores absolutos de FC e não valores relativos de %FCmáx, como recomendado (KARVONEN & VUORIMAA, 1988), dificultando a comparação com o presente estudo. Os resultados do presente estudo diferem do estudo de ENISELER (2005), que encontrou valores de FC menores em treinamentos em campo reduzido (135 ± 28 bpm) em comparação com jogos oficiais (157 ± 19 bpm). Essa diferença pode ser devido ao fato de que ENISELER (2005) utilizou 11jogadores em cada equipe, ao contrário do presente estudo que utilizou oito jogadores.

Como demonstrado por SASSI, REILLY e IMPELLIZZERI (2004), um número maior de atletas nos jogos em campo reduzido faz com que a IE do treinamento diminua. Além disso, a IE registrada por ENISELER (2005) no treinamento em campo reduzido (135 ±28 bpm) foi menor em comparação com o presente estudo (157 ± 5 bpm e 79 ± 2,6 %FCmáx). No entanto, essa comparação torna-se difícil já que ENISELER (2005) também não apresentou osresultados em valores relativizados como %FCmáx, As linhas escuras no eixo X sob a linha de FC representam a duração de cada fase e a FC média durante cada uma das cinco fases do treinamento em que o atleta participou é apresentada sobre as mesmas.

COELHO, D.B. et al.o que seria mais adequado (KARVONEN & VUORIMAA,1988).De acordo com BARBANTI, TRICOLI e UGRINOWITSCH (2004), seria interessante para o desempenho em uma modalidade esportiva, que a IE do treinamento fosse similar ou maior do que aquela imposta nas situações de competição. Portanto, a semelhança entre as IEs do treinamento em campo reduzido e dos jogos oficiais registradas no presente estudo sugere que um estímulo específico de treinamento aeróbico para essa modalidade foi alcançado nesta atividade. Já ESTEVELANAO, FOSTER, SEILER e LUCIA (2007) não identificaram que as altas intensidades fossem fatores determinantes no aumento do rendimento de corredores espanhóis de meio-fundo, ao monitorar grupos que treinaram com programas com intensidades diferentes por um longo tempo (cinco meses). Deve-se considerar a diferença entre as especificidades da modalidade avaliada no presente estudo, classificada como intermitente de altaintensidade relativo também a fatores como força e velocidade determinantes, e as corridas. Tendo sido identificado que a IE dos treinamentos em campo reduzido representada em valores absolutos e relativizados não foi diferente da IE de jogos oficiais, supõe-se como implicação deste achado, que estas atividades podem representar um estímulo de treinamento aeróbio semelhante (HOFF et al., 2002) ou, às vezes, até mais intenso e específico para o futebol em comparação com outros tipos de treinamentos, como o treinamento aeróbico intervalado (SASSI, REILLY & IMPELLIZZERI, 2004). Pode-se sugerir também que jogos em campo reduzido podem substituir em parte este tipo de treinamento, com o objetivo de manter o condicionamento físico durante a temporada competitiva (REILLY & WHITE, 2004).

Já o treinamento coletivo produziu uma IE menor em comparação com os jogos oficiais. Mesmo essa sendo uma atividade comumente utilizada nos treinamentos e de grande valor para o aperfeiçoamento técnico e tático dos jogadores, pode não representar um estímulo tão eficiente no aperfeiçoamento e manutenção da capacidade aeróbia.

Rev. bras. Educ. Fís. Esp., São Paulo, v.22, n.3, p.211-18, jul./set. 2008


Grande Abraço
Luis Esteves

terça-feira, 29 de junho de 2010

EXERCÍCIO - 4X1

EXERCÍCIO
4X1

CIRCULAÇÃO E PRESSÃO
VELOCIDADE ESPECÍFICA


Créditos ao Professor José Guilherme Oliveira

Este exercício é relativamente simples e não necessita grande quantidade de materiais. Treinamos princípios relacionados a velocidade de ação e execução. Mentalmente o desgaste é pequeno, pois treina-se com objetivos simples relacionados a um modelo que quer circulação e posse, e pressão ao homem da bola. Fisiologicamente o jogador que pressiona treina em grande intensidade física, com uma média de 190 Bpm, segundo testes nossos mesmo no EC Cruzeiro.

O tempo de exercitação depende do dia, podendo variar de 15 à 1:30 por jogador no centro, sabemos que, dependendo do tempo utiliza-se diferentes meios para haver o suporte energético que a intensidade requer, portanto é válido lembrar disso.

Variantes são interessantes, como a do vídeo, no qual existem 4 x 2, em que a preocupação dos que estão no centro já se torna mais complexa, em termos de escolha, pois enquanto um pressiona, o outro deve ficar numa diagonal, condicionando o próximo movimento de desarme, ou seja, ai já existem mais escolhas, portanto é mais complexo.

No vídeo em questão a velocidade do primeiro exercício da Internazionale é mais relacionada a uma resistência de velocidade específica com valorização do metabolismo lático, resistência esta relacionada a determinado tipo de pressão, com um tempo relativamente maior de 30 segundos a 1:30 ou mais, já no segundo exercício o do FC Barcelona, a velocidade é mais cíclica, com gestos em velocidade relacionados ao modelo, tais como passe e finalização, e tem como principal fonte energética o sistema alático - ATP/CP, e com tempos de recuperação dentro do próprio exercício (jogadores de espera).

EXERCÍCIO


Exemplo de exercício que foi retirado do relatório de Bruno Pivetti, sobre a equipe sub 20 do FC Porto do professor José Guilherme Oliveira. Os tempos de exercitação não são necessariamente os mesmos.

DESENHO DO EXERCÍCIO

RELAÇÃO DESGASTE / RECUPERAÇÃO FISIOLÓGICA


VÍDEO - EXERCÍCIO 4X2


INTENSIDADE FISIOLÓGICA DO EXERCÍCIO BASEADO EM UMA PRESSÃO AGRESSIVA AO HOMEM DA BOLA BUSCANDO O DESARME - 4X1




REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BOMPA, Tudor O; Periodização: Teoria e Metodologia do Treinamento. Quarta Edição. Phorte Editora - São Paulo - SP. 2002 - 424 Páginas.

PIVETTI, Bruno Marques Fernandes; RELATÓRIO DE ESTÁGIO NOS JUNIORES DO FC PORTO - ESCALÃO SUB 20-A - Ministrado pelo treinador José Guilherme Oliveira. Porto - Portugal. 2006.
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COMISSÃO TÉCNICA
SUB 14 EC CRUZEIRO
2010

Julian Tobar, eu e Marcos Zambiase, faltou o Marcelo que neste dia não estava.
Profissionais de extrema qualidade sem dúvida, três que estão entre os melhores profissionais que já conheci.

Um grande abraço.
Luis Esteves