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sexta-feira, 1 de abril de 2011

EXERCÍCIO


EXERCÍCIO
MANUTENÇÃO DA DISTÂNCIA DAS LINHAS DO BLOCO
ORGANIZAÇÃO OFENSIVA E TRANSIÇÃO DEFENSIVA

OBJETIVO:

Fazer com que a equipe esteja permanentemente próxima, possibilitando um jogo apoiado de circulação, e em caso de perda da bola, uma rápida pressão com os jogadores mais próximos. A referência de aproximação do bloco são os quadros horizontais, que possibilitam a existência de 4 quartos no campo.

REGRA:

A equipe deve ocupar apenas dois quartos do campo, usando como referência o homem que tem a bola, independente de circulação curta ou longa.

1º MOMENTO

A equipe inicia a circulação no seu campo de defesa, com máxima abertura e profundidade, organizando a estrutura de forma muito posicional. Neste momento a bola se encontra no 1º quarto, e a equipe se encontra entre os dois primeiros quadros.


 2º MOMENTO

A equipe escolhe um local, após a criação de espaços pelo lado ou pelo centro, ao escolher entra e avança com a bola circulando. Neste momento a bola se encontra no 2º quarto, e a equipe deve perceber a evolução da bola e não deixar as linhas entre jogadores abrirem demais, para facilitar uma futura transição defensiva.


3º MOMENTO

A equipe continua progredindo e criando linhas diagonais, principalmente com os jogadores de meio, e a variação entre pontas e laterais. Salientar que a equipe deve avançar como bloco, ocupando apenas dois quadros. Pode-se avançar de forma curta, ou pode-se utilizar bolas em profundidade por cima da linha de defesa, independente da forma como a equipe vai entrar no campo adversário, é necessário existir a ocupação de apenas dois quadros.


4º MOMENTO

A equipe neste momento deve criar os espaços para finalizar pelo lado ou pelo meio, de acordo com a movimentação e os mecanismos previstos e finalizar, sempre com o bloco próximo, se por ventura o azul recuperar a bola, deverá trocar certo número de passes, ou então pode-se colocar mais jogadores, como um ou dois atacantes atrás da linha de centro, e caso o azul retome a bola, deve fazer uma ligação rápida por cima da linha, naturalmente o vermelho deverá eliminar isso com uma pressão rápida ao jogador que estiver com a bola.

Grande abraço
Luis Esteves
la_futeboll@hotmail.com

segunda-feira, 28 de março de 2011

POSSE TOTAL


"Eles apenas são exímios em fechar espaços e em tirar a bola do adversário, sem a necessidade de trombar."
Falcão
Zero Hora
Hoje irei reproduzir a coluna de Paulo Roberto Falcão, do jornal ZERO HORA, do dia 13 de Março de 2011, na qual este cita o FC Barcelona e sua filosofia de jogo frente ao Arsenal pelas oitavas de final da liga dos campeões da UEFA.


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PAULO ROBERTO FALCÃO
ZERO HORA
13 DE MARÇO DE 2011

POSSE TOTAL

Os holandeses de 1974 assombraram o mundo com o futebol total do técnico Rínus Michels, um esquema de jogo revolucionário, com jogadores sem posição fixa, circulando pelo campo, fazendo pressão e utilizando a linha de impedimento como arma defensiva. O chamado carrossel holandes foi uma ideia inteligente, nascida num pais de pouco mais de 15 milhões de habitantes, sem grande tradição futebolística. Pois agora, ao que parece, estamos presenciando outra revolução, protagonizada pelo Barcelona do técnico Joseph Guardiola e que pode ser resumida também em duas palavras: Posse Total.

Essa característica ficou evidenciada no último jogo do time catalão pela Liga dos Campeões, contra o Arsenal. Foi o colunista do jornal Lance, André Kfouri, que melhor registrou o fenômeno num artigo intitulado Não Chutarás. No texto ele desdobra com dados estatísticos um registro que já havia chamado a atenção de todos que viram o jogo - o tempo de posse de bola do Barcelona.

Contra o Arsenal, os companheiros de Messi estiveram com a bola nos pés 68% do tempo. Isso que o Arsenal lutou muito para retoma-la. No jogo de ida em Londres, o Barça já havia feito algo semelhante, ficando com a bola durante 61% do tempo, mesmo na casa do adversário. E contra o Rubin Kazan, na fase de grupos, os catalães estiveram com a bola 74% do tempo - uma coisa extraordinária.

E o dado assombroso não é exatamente a posse de bola, mas a sua consequência: O Arsenal não chutou uma só vez no gol do Barcelona. Não chutou mesmo, nem da direção do gol, nem por cima, nem pelos lados. Simplesmente não teve oportunidade de ataque.

Na sua pesquisa, André Kfouri constatou ainda que no segundo jogo das semi-finais da Liga dos Campeões do ano passado, a Inter de Milão deu apenas um chute no gol do Barcelona. E era a Inter, com todo o seu poderio.

O Arsenal marcou um gol contra o Barcelona, mas foi contra.

VOLANTES

O curioso desta equipe do Barcelona que se apossa da bola e quase não deixa mais o adversário tocar nela é que joga com apenas um volante. Significa que um bom esquema defensivo não precisa ter três ou quatro volantes, como muita gente ainda defende por aqui. O Barcelona tem três atacantes (Messi, Pedro e Villa) e três jogadores de meio campo, mas Iniesta e Xavi não são marcadores títpicos. Eles apenas são exímios em fechar espaços e em tirar a bola do adversário, sem a necessidade de trombar. E quando o Barcelona retoma a bola, troca passes, avança na direção do gol adversário com paciência e objetividade.

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ALGUMAS CONCLUSÕES

- Não são necessários muitos defensores para defender bem, porém o ideal é ter muitos jogadores defendendo, por questões básicas de superioridade numérica na zona da bola.

- Não é necessário estar sem a bola para se defender, será que a posse e circulação da bola não é também um mecanismo defensivo?

- Não é necessário ter jogadores exclusivamente defensivos, toscos, ou sem qualidade técnica para compensar jogadores menores com qualidade, é necesário sim ter uma linguagem coletiva, com liberdade para o aparecimento das individualidades.
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Grande abraço
Luis Esteves
la_futeboll@hotmail.com

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

EXERCÍCIO - CIRCÚITO DE JOGOS DE TENSÃO

"Se o Pep me dissesse para eu me atirar do terceiro anel do Camp Nou eu pensaria: 'Deve ter algo bom lá embaixo'."


Daniel Alves, sobre Pep Guardiola
Site da FIFA





POSSE E CIRCULAÇÃO:

Preocupação com a organização ofensiva

Neste campo jogam 4x4+1. A Equipe com goleiro deve fazer o gol em uma das goleiras pequenas, a equipe sem goleiro deve fazer o gol na goleira grande. O mais importante neste campo é manter a posse, portanto para efetuar a finalização na goleira grande é necessário realizar no mínimo 5 passes, quem faz o gol na goleira pequena pode pontuar a qualquer momento. O objetivo é se manter finalizando na goleira grande, ou seja caso pontue em uma das goleiras pequenas, troca-se de meta, se por ventura houver gols na goleira grande, se mantém atacando na mesma a equipe que pontuou.

ZONA PRESSIONANTE:

Preocupação com a organização defensiva

Neste campo jogam 4x4 em um quadrado com 4 goleiras nas pontas. O objetivo do jogo é pressionar o mais alto possível, fazendo uma retirada da pressão curta e um gol em uma das goleiras distantes da mais´próxima a que a bola foi roubada.

RETIRADA DA PRESSÃO:

Preocupação com a transição ofensiva

Neste campo ocorre um confronto 2x2 no centro, com apoios de 4 jogadores por fora. Os apoios só podem jogar em segurança, e a retirada da pressão deve ser feita pelos jogadores do centro, forçando uma maior criação de linhas de frente para as metas, se não o normal é um comodismo com a retirada da pressão pelos apoios que não tem pressão contra, ou tem maior liberdade para pensar. O Objetivo do exercício é retirar a bola da pressão entrando e pontuando em metas do lado oposto. Exigir dobras próximas evitando ficar um de cada lado do campo.

RECOMPACTAÇÃO:

Maior preocupação com a transição defensiva

Neste campo existe uma relação setorial ou intersetorial, nos outros isso pode ocorrer também, porém neste há uma maior preocupação com a transição. Jogam 4x4, de forma que fique uma linha contra um losango, o objetivo do losango é finalizar em uma das goleiras, o objetivo da linha é retomar a posse e trocar 3 ou 5 passes, se conseguir isso passa a atacar e o outro grupo defender. A cada desarme e tentativa de circulação deverá haver uma reação rápida a perda da posse concentrando no fecho de espaços das goleiras. Isso deve gerar uma maior responsabilidade em relação aos espaços entre linhas e dobras setoriais. Todos os mecanismos ofensivos e defensivos do setor podem ser treinados neste exercício.

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GRÊMIO TEM MAIS UM NA SELEÇÃO SUB-20



Lucas de Oliveira será analista de desempenho

Depois das convocações do zagueiro Saimon e do volante Fernando, o Grêmio cede mais um profissional para a Seleção Brasileira Sub-20 que disputa em janeiro, no Peru, o Campeonato Sul-Americano da categoria. Lucas Martins de Oliveira foi chamado para exercer a função de Analista de Desempenho da Seleção do técnico Ney Franco.

Lucas é um dos profissionais do Grêmio que trabalha no CDD (Central de Dados Digitais) do clube, local onde foi revelado também Rafael Vieira, hoje Analista de Desempenho da Seleção Brasileira profissional comandada por Mano Menezes.

Nesta temporada, o CDD do Grêmio foi citado mais de uma vez pelo goleiro Victor. Durante o Campeonato Brasileiro, ele defendeu cinco penaltis, resultado do minucioso trabalho realizado dentro do CDD.

Funções do CDD :
a) Analisar através de imagens os próximos adversários a nível técnico e tático
b) Analisar através de imagens e por pesquisas os atletas oferecidos ao clube
c) Preparar material audiovisual com as características dos atletas que serão adversários
d) Fazer os scouts das partidas
e) Preparar o material para ser utilizado nas Palestras de treinos e Jogos
f) Monitorar todos os atletas que atuam em todas as Séries do Campeonato Brasileiro
g) Monitorar os atletas brasileiros que estão atuando no exterior
h) Monitorar os atletas estrangeiros

Lucas Oliveira viaja no dia 3 de janeiro e fica com a Seleção Brasileira até a metade de fevereiro.
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Parabéns professor!
Grande abraço
Luis Esteves

domingo, 16 de maio de 2010

SUB-PRINCÍPIO DA ESCALA DE PROGRESSÃO

" A invencibilidade está na defesa,
a possibilidade de vitória está no ataque.
A garantia de nos tornarmos invencíveis
está em nossas próprias mãos.
Tornar o inimigo vulnerável só depende dele próprio."

Sun tzu
A Arte da Guerra



Uma boa estrutura de jogo deve proporcionar uma(s) possibilidade(s) grande de progressão com a posse da bola, em termos de organizaão ofensiva. É comum ver equipes que, tem muita posse, porém não conseguem entrar na última linha do adversário, não conseguem progredir até á 3ª fase de construção do campo, portanto não conseguem fazer gols, que é o grande objetivo do jogo. Ter a posse da bola só por ter, não significa vitórias, pode até significar recuperação ativa em meio ao jogo, mas não vitórias, quando se tem que fazer gols.

Dentro da Organização Ofensiva podem existir vários princípios e sub-princípios, etc.. um que considero importante, como sub-princípio dentro da circulação da bola é a escala de progressão, com linhas diagonais, que podem ser a frente ou atrás do jogador que tem a bola.

Aliás esse é um dos grandes problemas do jogador brasileiro em um modo geral. Poucos são os que conseguem fazer um movimento tão simples, que é o de desmarcar, para frente ou para trás.

Esse problema pode estar relacionado a muitos outros que no final acabam por desembocar no processo de treino, é a tal tomada de decisão que "alguns métodos e metodologias" não proporcionam.

Por isso a valorização dos "losangos" em determinadas estruturas, o losango com uma pequena movimentação cria 4 possibilidades de linhas em diagonais. Não é necessário correr muito, é necessário apenas se desmarcar bem, receber e passar para um novo jogador desmarcado. Hoje um jogador profissional corre muitos quilometros, amanha o jogador profissional vai correr muitos quilimetros menos, esta é a tendência do futebol de alto, baixo ou médio nível.
 
Fonte: Universidade do Futebol

EXEMPLO DA ESCALA DE PROGRESSÃO EM UMA ESTRUTURA 1.4.3.3

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Outros Tempos:
Campeão Metropolitano Invicto sub-14
2006
Equipe que disputou 3 titulos, e esteve em duas finais:

Média gols pró = 4
Médias Gol contra = 0,6

Campeão Metropolitano
Vice-Campeão - Copa Internacional de Vacaria / RS


Final:
CTDOB 2 x 0 Sporting Sul

OBS: Pessoalmente fui Bí-campeão desta competição,
pois havia ganho a mesma no ano anterior com o E.C.São José.

Grande Abraço
Luis Esteves

quarta-feira, 21 de abril de 2010

EXERCÍCIO - PRESSÃO

“Quando vemos os avançados a correr tanto,
a disputar cada bola como eles o fizeram,
isso levou-nos a dar o nosso melhor também” 
Esteban Cambiasso
Após o jogo - FC Internacionale 3x1  FC Barcelona

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EXERCÍCIO - PRESSÃO


Consiste em deixar a defesa da equipe verde sair jogando, e assim que o primeiro toque do goleiro for dado deve-se pressionar todos os jogadores na zona do QUADRADO em que se encontra a bola. Princípios Importantes:

Organização Defensiva: Pressão zonal alta
Transição Ofensiva: Retirada da pressão com abertura máxima no campo
Organização Ofensiva: Posse e Circulação buscando espaços para finalização
Transição Defensiva: Reconpactação rápida

A equipe Verde, com 6 jogadores pode sofrer variações com o aumento da complexidade, de 6 para 8, 9, ou 10, depende da progressão que se deseja para a equipe, ou do nível que se encontra a equipe.

Grande abraço
Luis Esteves

quarta-feira, 14 de abril de 2010

RETIRADA DA BOLA DA ZONA DE PRESSÃO - UM EXERCÍCIO ESPECÍFICO?

Visto que muitos são os princípios que podemos seguir, para a criação de um modelo de jogo, vamos a retirada da bola da zona de pressão, exemplificando um exercício que realizei hoje mesmo.

A retirada da pressão pode seguir o conceito:

- Princípio que visa valorizar a posse, evitando perder a bola imediatamente após a sua recuperação, ou em meio a posse e circulação, evitando em determinadas zonas, o confronto direto, procurando sempre um jogador nosso em espaço vazio para a manutenção da posse.

EXERCÍCIO

VAMOS BASEAR EM 4 MOMENTOS O OBJETIVO DO EXERCÍCIO:

1º MOMENTO- O MICRO-CONFRONTO:


Como disse o professor Cícero, amigo do grupo de estudos do CDD, em uma palestra sobre Periodização Tática a algum tempo, o futebol não deixa de ser um jogo de Micro-confrontos, dentro de um macro-confronto, vão sempre ocorrer duelos de diversos números 1x1, 2x2, 3x1, 3x5, etc...

Aproveitamos este princípio do jogo, o da Inferioridade numérica para criar uma situação de inferioridade da equipe principal, que possui 10 jogadores. Dois jogadores desta equipe, jogam contra 6 jogadores de uma equipe adversária, que posteriormente irá defender a goleira, estes 6 jogadores tem o objetivo de trocar 10 passes, afim de fechar 1 ponto. Já os dois jogadores titulares( Amarelo no campo), devem o mais rápido possivel, desarmar a equipe de 6 (Azul no campo). Neste momento podemos trabalhar pequenos sub ou micro princípios que nos interessem, tipo dobras, pressão em conjunto, dentre outras coisas setoriais.


2º MOMENTO - OPÇÕES DEVEM SER CRIADAS COM PEQUENOS DESLOCAMENTOS DIAGONAIS - CRIAÇÃO DE LINHAS DE PASSE

Baseado no conceito do prncípio, devemos ter, para manter a posse, opções estratégicas de passe circundando os jogadores na pressão, afim de que ao roubar esta bola, estes jogadores possam retira-la da pressão em segurança. No campo todos devem ser opções, algumas com mais outras com menos risco, porém todos devem ser opções. Neste caso, o jogador dependendo da zona entra em outro Micro-princípio da manutenção da posse: O tipo de passe - Seguro ou de risco? depende do treinador...




3º MOMENTO - RETIRADA DA PRESSÃO - VALORIZANDO A POSSE

Após o desarme, e as opções criadas, por fim o jogador tira essa bola da zona pressionante, e a partir daí a equipe abre mais, ocupando o máximo de campo e circulando até chegar ao gol adversário, repare que os 6 jogadores  adversários que estavam no campo pequeno, acabam se posicionando a frente da área, ou onde o treinador quiser, depende do que quiser treinar - Princípio das Propensões.



4º MOMENTO - MANUTENÇÃO, CIRCULAÇÃO E FINALIZAÇÃO

A circulação acontece, dentro dos mecanismos ofensivos, e movimentações, até a finalização. Bom este é um exercício específico senhores...ao meu modelo de jogo.

Variantes:

- Colocar o goleiro para circular quando colocar os zagueiros no micro-confronto.
- Colocar 3 ou mais jogadores no micro-confronto
- Variar o adversário com 6 para uma coluna verticar com 2 - 2 - 2 para dificultar mais a circulação horizontal da equipe, e ter uma pressão maior a circulação nos zagueiros.
- Aumentar para 7, 8 , 9 ou 10 Oponentes no exercício.
- Limitar o número de passes.
- Aumentar o tamanho do campo de micro-confronto ( maior desgaste da dupla de pressão)

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GRANDE ABRAÇO.
LUIS ESTEVES

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

UMA REFLEXÃO SOBRE TRANSIÇÕES X ORGANIZAÇÕES


TRANSIÇÕES X ORGANIZAÇÕES

Assintindo a partida FC Barcelona x Rubin Kazan, time russo que eu talvez por ignorância não conhecia, cheguei a uma ideia sobre a definição referente a modelo de jogo no futebol.


A proposta é esta:


Existem somente dois tipos de modelos de jogo no futebol:


O de ORGANIZAÇÃO

O de TRANSIÇÃO


Todos os outros são variantes, lógico que dentro de ambos existem também organizações e transições, só que a proposta ou se encaixa em uma ou em outra, e também é possivel haver uma mudança de modelo em meio ao jogo frente a determinado resultado, mas nunca foge disso.
Por exemplo:
Na partida acima citada, em que o desconhecido Rubin Kazan, venceu o ótimo time do FC Barcelona por 1x0 em pleno Camp Nou, foi um exemplo clássico de modelos de jogo, nitidamente propostos, com seus prós e contras dentro de uma partida de futebol.
A idéia não é separar momentos, e sim identificar padrões, pois mesmo uma equipe de ORGANIZAÇÔES terá que ter uma boa transição ofensiva para poder circular a bola de forma qualificada, e uma equipe de TRANSIÇÕES terá que ter uma boa Organização defensiva para poder utilizar suas transições, ou seja, é indivisível, porém, determinados momentos serão potencializados, de acordo com alguns critérios.
FC Barcelona:
  • MODELO DE ORGANIZAÇÃO:

- Privilegia a Posse e Circulação de Bola curta com variações de virada longa.

- Privilegia a Mobilidade Ofensiva com 3 atacantes e dois meias, congruência ao 4.3.3

- Privilegia a Amplitude e a Profundidade. Com aberturas Diagonais por todo o campo.

- Privilegia o Jogo Diagonal - lateral.

- Privilegia a Circulação curta, com muitos começos de jogo, muita circulação coma defesa.

- Privilegia a Pressão em bloco alto, ou médio.

- Privilegia o jogo bonito, plástico, propôe o jogo sempre. Em raras ocasiões se submete ao adversário.

Rubin Kazan:
  • MODELO DE TRANSIÇÕES:

- Privilegia a compactação. Porêm a Abertura é rápida, mas vertical.

- Privilegia a marcação zona / lateral no caso com duas linhas de 4 - congruência na proposta de sistema x modelo.

- Privilegia as transições Ofensivas como possibilidade de pontuação.

- Privilegia o erro do adversário para uma nova transição, ou seja quer sempre o contra-ataque.

- Tem dificuldades grandes na organização Ofensiva, normalmente retorna a bola pela falta de Mobilidade. Porêm tem facilidade na Organização Defensiva.
- Privilegia o bloco baixo, muito compacto.

- Privilegia o jogo vertical, pouquíssima circulação lateral, porém com ótima eficácia de passes.

- Privilegia a bola parada como possibilidade de gols. É mais dependente deste fator do que o modelo de Organizações.

- Privilegia a circulação longa, com variações para a bola curta, posse de bola mais fugáz, ou seja, cerca de 3 ou 5 passes curtos e um vertical longo

Observação:

De uma forma simples, nestes exemplos nota-se a característica dos modelos bem explícita, um assume o risco, o outro não, um agrada aos que gostam do futebol bem jogado, o outro agrada os que querem ganhar sempre (Existem os que querem ganhar sempre com o futebol bem jogado), de qualquer forma. E qual a importância disso?
A escolha destes modelos, por parte do treinador, na definição do modelo de jogo da equipe no início da temporada, deve ser levada em conta a partir de alguns critérios:
  • Qualidade dos jogadores (será que o Barcelona circularia a bola da mesma forma com jogadores de nível inferior? só porque tem um modelo de jogo definido?)
  • Modelo histórico do clube (Menos importante se houver vitórias, Paulo Autuori esta sofrendo deste mal, os gremistas preferem furar a bola, mas ganhar o jogo).
  • Realidade do clube (Alguns modelos exigem mais qualidade, mais estrutura, portanto, as vezes a idéia não condiz com a realidade).
A idéia do treinador, antes de ser colocada, tem que ser analisada dentro destes critérios, para haver uma identificação. Aprofundaremos.
Um abraço
Luis Esteves