Curso - Universidade do Futebol - On-line

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A ESPECIFICIDADE DO EXERCÍCIO


Carlos Campos: A repetição sistemática dos princípios assenta em três pilares fundamentais: o princípio da progressão complexa, o princípio da alternância horizontal em especificidade e o princípio das propensões. De acordo com a sua experiência concorda que este último é o mais complexo, o que exige melhor conhecimento do jogo, o que contribui de forma mais efectiva para o “jogar” específico que pretende?

Mestre Guilherme Oliveira: Penso que não! Penso que a complexidade surge da interacção que tem que haver entre os três princípios. Penso que a maior dificuldade e a maior complexidade surge dessa interacção uma vez que são os três extremamente importantes em termos de evolução do jogo, tanto em termos colectivos como em termos individuais e, quando se treina como nós treinamos há a necessidade de ter os três permanentemente em consideração, caso contrário poderá haver alguns problemas. Se nós, por exemplo, dermos grande importância ao princípio das propensões e não estivermos a dar tanta importância ao princípio da alternância horizontal, aquilo que pode acontecer é ter jogadores lesionados, ter a equipa cansada e a equipa não estar a jogar com os comportamentos que nós desejamos por um cansaço acumulado. Se nós não dermos alternância por exemplo ao princípio da progressão, aquilo que acontece muitas vezes é quase que um acomodar a nível de comportamentos, não existe depois, por parte da equipa e dos jogadores, uma evolução em termos de determinado comportamento geral.

Muitas das vezes aquilo que acontece é nós apresentarmos as nossas ideias aos nossos jogadores, eles assimilarem algumas das nossas ideias e nós não aproveitarmos a interacção entre aquilo que são as nossas ideias e aquilo que são as capacidades, características e recriação dessas nossas ideias e depois não existe muito a noção que nós podemos aproveitar essa interacção entre jogador e ideias do treinador. Por isso o que acho é que todos esses princípios metodológicos são de extrema importância para o jogar como nós pretendemos e não há uns mais complexos que outros. A complexidade surge da interacção dos três e temos de os ter permanentemente em consideração.

CAMPOS (2007)



Dentro do processo competitivo já é consenso que a preparação modela a participação de equipes no quadro competitivo, portanto torna-se muito importante a figura do treino. Quanto maior o nível de exigência, menor é a diferenciação qualitativa, e mais importância assuma o elemento "detalhe". O detalhe na preparação faz a diferença, porém acredito que isso ocorra em todas as categorias, quando se tem em mãos os detalhes e o conhecimento para utiliza-los, a vantagem é muito grande.

Um detalhe fundamental é a "especificidade" no treino. Normalmente confundida com a especificidade do desporto, esse princípio assume em metodologias e métodos atuais o principal norteador da formatação dos exercícios.

Sabe-se segundo Mourinho, Garganta, Frade, José Guilherme Oliveira, Carvalhal, Marisa Gomes, Rui Faria, etc... que a especificidade do desporto não significa ser específico, para isso é necessário evidenciar uma contextualização a uma forma de jogo específica, no caso um modelo.

Deste modo, torna-se fundamental ter este modelo em teoria definido, saber retira-lo do vago, saber operacionaliza-lo. Ai entra os detalhes do exercício.

Os exercícios apresentam muitos tipos de configuração, muitas variedades e objetivos, porém, podem existir exercícios ótimos para um modelo, e o mesmo exercício não ter nenhuma congruência a outro modelo, mantendo exatamente as mesmas formatações.

José Guilherme aponta que os exercícios são apenas potencialmente específicos, porém precisam ser ajustados, entendidos e guiados conforme a intervenção pontual do treinador quando este achar pertinente faze-la, num processo que o Mourinho chama de "Descoberta Guiada", que nada mais é do que fazer os jogadores chegarem a determinada conclusão, em conjunto comissão-exercício-jogadores, sobre o melhor, dentro da ideia do modelo, facilitando assim o processo de aprendizagem, partindo do princípio que só é possível aprender algo (realmente) quando se tem a noção exata de pra que isso serve no momento aprendido, porém, aprender apenas algo fisicamente falando, não significa que isso será realmente habituado pelo jogador, ele precisa aprender e aprender para que serve e qual a importância disso no processo do modelo, ai entra (uma das) a importância do treinador na preparação da equipe e dos exercícios dentro de um morfociclo semanal, ou seja é diferente do processo de ensino tradicional emissor-receptor, havendo participação ativa do jogador no processo de evolução da equipe, envolvendo assim emocionalmente os jogadores, provocando uma verdadeira aprendizagem, pois a participação do processo torna o mesmo muito mais marcante. Poucos conseguem aprender seguindo ordens, reproduzindo ideias, portanto é fundamental a personalidade e a identidade do jogador na realização das ações, produzindo, porém não deixando de ter uma ordem nessa desordem, a ordem essa chamada Modelo de Jogo.

MODELO, MORFOCICLO E O EXERCÍCIO

Quando monto um exercício basicamente penso no princípio que quero treinar, para isso já tenho um Morfociclo padrão e nele encaixo determinados tipos de exercício.

Atualmente me guio por esse Morfociclo, periodicamente vou mudando conforme minha ideia sobre futebol muda, porém, nada muito brusco, apenas tiro ou coloco um detalhe. Acho importante a preparação jogo á jogo e não acredito em preparação a longo prazo visando metas longas, pode até funcionar, porém, semana à semana eu acho muito mais válido, pois é na semana que vemos os verdadeiros problemas, podendo agir imediatamente na resolução dos mesmos.


Morfociclo - Sub14 - EC Cruzeiro - Luis Esteves

O princípio esta já previamente pré-disposto no Modelo, visualizado antes quando surge um conceito de futebol, a ideia de jogadores e depois o Modelo que se pode atingir (inatingível, e constantemente mutável) em determinado momento. O Modelo pra mim pode vir de dois caminhos opostos:

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    Modelo - Sub-14 - EC Cruzeiro - Luis Esteves
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    Sub-princípios relacionados ao Modelo nos quatro grandes princípios - um por momento
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  • Primeiro caminho, o de clubes menores, neste Modelo primeiro vem a ideia do "que se tem" para depois gerar um modelo realista e possível de ser praticado em jogos oficiais.


  • Depois temos o caminho do "que se quer" que é diferente e esta subjugado a clubes com maior poder aquisitivo que podem escolher os jogadores que se adaptam mais a um conceito de jogo ideal para o treinador.


Como esse segundo caminho é possível de ser seguido por um percentual muito baixo da população do futebol mundial, precisamos ser realistas e saber como treinar e escolher um Modelo de Jogo. Para isso é fundamental ter um determinado conhecimento de futebol, história do mesmo, estruturas, coisas que já foram feitas e a origem delas, saber o porquê determinados comportamentos surgem em virtude do que, e com qual objetivo, quais jogadores se tem e como usa-los em uma estrutura que potencialize o que os mesmos tem de melhor, é necessário saber o que eles tem de melhor, o que tem de pior , esconder isso, enfim, o Modelo é uma ideia vaga, como diria Vitor Frade, porém precisa existir, e depois disso precisa ser operacionalizado corretamente.

Neste momento entram os exercícios. Aqui durante minha experiência pessoal e vendo outros profissionais identifiquei alguns problemas. A escolha dos exercícios, em sua maioria, muitas vezes não seguem um contexto, ou são exercícios que não trazem a ideia do treinador, isto é, muitos exercícios são apenas cópias.


Isso não quer dizer que por ser cópia o exercício não possua qualidade. Possui, porém talvez não esteja especificamente contextualizado ao modelo do treinador. Então chegamos a conclusão que antes de se usar, copiar ou inventar um exercício, deve-se ter em mente um modelo de jogo mais definido possível, para somente depois buscar os comportamentos que se quer nesse modelo nos respectivos exercícios.


A CRIAÇÃO E A CONFIGURAÇÃO DOS EXERCÍCIOS ATRAVÉS DOS PRINCÍPIOS - PROPENSÃO

 A criação dos exercícios, após a identificação de um modelo de jogo é relativamente simples. Os exercícios seguem, em um Morfociclo Padrão, uma ordem fundamentada pelos princípios metodológicos da periodização tática. Portanto estes princípios devem ser conhecidos e entendidos afim de facilitar a densidade das diferentes dimensões afim de não gerar um treino não aquisitivo em termos de forma desportiva (Não confundir com a recuperação) , e nem um sobretreinamento, que seria o oposto em termos de densidade.

Os princípios metodológicos da periodização tática já foram aqui citados diversas vezes, são eles:

PRINCÍPIO DAS PROPENSÕES;


Irá regular a valorização de determinado princípio / comportamento dentro do exercício, ou seja, isso tem que acontecer muitas vezes, com mais ou menos sucesso para ser vivenciado e posteriormente virar um hábito.
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PRINCÍPIO DA PROGRESSÃO COMPLEXA


Irá regular os níveis de desgaste emocional de cada dia, ou seja, para determinado dia existem complexidades em termos táticos e princípios, e níveis de esforço em termos fisiológicos. É a fragmentação do modelo, a Des(integração) de princípios.


Também esta relacionado com a progressão da equipe, dos princípios em termos de acréscimos de novos elementos, valorização de comportamentos mais difíceis, isso ocorre graças a aquisição do que antes era mais importante, e agora já é hábito.


A progressão complexa também esta relacionada a progressão que os exercícios devem tomar, nas sessões e na temporada, em termos de dificuldade, podem gerar diferentes tipos de emoções e sentimentos, é necessário tentar regular isso afim de atingir diferentes objetivos.
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PRINCÍPIO DA ALTERNÂNCIA HORIZONTAL;

Alternância de complexidade de princípios de forma individual, setorial, intersetorial e coletiva, havendo uma relação direta com a progressão complexa, pois evita desgastes fora de lugar. Fisiologicamente permite uma variação de tipos de contração, como já foi citado aqui em postagens anteriores, baseados em Tensão, Duração e Velocidade de Contração.

 
PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE;

Princípio relacionado ao Modelo, diferente do conceito padrão de especificidade, que esta ligado ao desporto, somente exercícios de futebol não são o suficientes para serem específicos, é preciso uma contextualização muito íntima com o modelo de jogo.

A CONFIGURAÇÃO DOS EXERCÍCIOS

"Os Exercícios devem ser Fractais do Jogo que pretendemos."

Guilherme Oliveira

A configuração dos exercícios então deve levar em conta todos os princípios guiados pela especificidade do modelo.  Como apontou Campos (2007) citando Guilherme Oliveira, a complexidade dos princípios esta exatamente na relação entre eles no desenvolvimento dos exercícios.

É fundamental entender os parâmetros de regulação de densidade de comportamentos:


Segundo Guilherme Oliveira (2004) a modelação dos exercícios devem estar relacionados com:

- O Modelo de Jogo da equipa;

- Os princípios, sub-princípios e sub-princípios dos sub-princípios;

- Os diferentes momentos do jogo;

- Organização estrutural e funcional da equipa;

- O padrão semanal de esforço e de recuperação.


Segundo Guilherme Oliveira (2004), o cumprimento do Princípio da Especificidade só é atingido em toda a sua magnitude quando durante o treino:

- Os atletas entenderem os objectivos e as finalidades da situação;

- Os atletas mantiverem um elevado nível de concentração durante toda a situação;

- O treinador intervier adequada e atempadamente perante a situação.
 
COMPLEXIDADE TÁTICA DOS EXERCÍCIOS PROPOSTA POR GUILHERME OLIVEIRA (SEM DATA)
 
- Complexidade do ou dos Princípios;
- Complexidade da Dinâmica;
- Quantidade de Jogadores;
- Espaço de Jogo;
- Tempo de Duração dos Exercícios;
 
Estes elementos interagem entre sí, e naturalmente causam influência direta e indireta no objetivo do exercício:
 
 

Proposta de Interatividade que os exercícios devem proporcionar.


EXEMPLO DE CRIAÇÃO DE EXERCÍCIO





Exemplo de um exercício criado por mim para melhora da posse e circulação e pressão. Inevitavelmente este exercício carrega todos os grandes princípios. O que pode torna-lo mais ou menos complexo é as possibilidades de interação. Como são 6 x 3 reduz em muito a possibilidade de tomada de decisão, e a relação com a setorização. Embora seja interessante a setorização, ela também é um gerador de complexidade, principalmente quando existem funções relacionadas a posição incluídas.

 A modificação / valorização de determinado elemento que esta dentro do contexto do exercício automaticamente irá gerar influências em outros elementos, abaixo cito o exemplo que Sá (2001) verificou através de Bangsboo. Neste exemplo foi realizado um exercício em meio campo, com 7x7, e quando houve a modificação de "apenas 2 toques por jogador" ocorreu um acréscimo de 11 batimentos por minuto, ou seja, através de um elemento técnico foi registrado uma influência fisiológica significativa.




SÁ (2001) Cita acréscimo de 11 batimentos cardíacos por minuto em um mesmo exercício com variação de número de toques na bola.


EXEMPLO DA INFLUÊNCIA DA DINÂMICA
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A dinâmica ( movimentação, regras e objetivos ) tem uma influência muito grande na propensão que o exercício irá proporcionar. Um exercício de 6x6 em jogo normal, com delimitação de espaço, tem grande diferença se for, por exemplo, retirado o desarme, buscando apenas interceptações, então, a dinâmica do exercício é muito importante.


EXEMPLO DA INFLUÊNCIA DO ESPAÇO DE JOGO


O espaço de jogo afeta diretamente a propensão de determinado comportamento. Por exemplo, o mesmo exercício acima foi realizado em espaços diferentes, isso ajustado a determinados outros elementos como o tempo, e a algum princípio, pode gerar diferentes tipos de esforço, pois a participação do jogador é totalmente influenciada, junto com os outros elementos.

EXEMPLO DA DESINTEGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO  DOS PRINCÍPIOS E SEUS SUB-PRINCÍPIOS








É fundamental, pois o mais importante é sempre o Modelo de Jogo. Portanto não se deve super valorizar tempos e espaços, ou outros elementos colocando-os acima dos princípios do Modelo de Jogo. O mais importante é que exista uma fragmentação e que em diferentes dias da semana os jogadores vivenciem diferentes fragmentos do Modelo chegando de forma crescente aos mais complexo no meio da semana.

É muito importante que assim seja, pois a diferença entre o treino Integrado e a Periodização Tática esta justamente ai, ou seja, no que valorizar. Não adianta ser extremamente preocupado com os tempos de aquisição e recuperação se não houver a presença do Modelo de Jogo de forma concentrada no exercício, a preocupação fisiológica esta totalmente inserida no comportamento tático, ou seja, um jogador desconcentrado automaticamente não irá criar linha, ao criar linhas ele precisa de determinada movimentação espacial, que irá lhe gerar determinada ativação metabólica e determinado tipo de contração muscular em maior quantidade, junto com elementos relacionados com a tomada de decisão, colocação espacial, interação com outros jogadores em termos posicionais, setoriais e intersetoriais etc... ou seja, esta subjugado ao Modelo o esforço que o jogador irá realizar, porém, se não estiver concentrado e participativo, ele não terá aquisições suficientes para se habituar a determinado nível de rendimento, o que no jogo lhe colocará em um patamar abaixo de atletas melhor treinados.

EXEMPLO DA INFLUÊNCIA DA QUANTIDADE DE JOGADORES


Ao modificar a quantidade de jogadores aumenta-se ou diminui-se a interação entre eles. Essa interação pode ser apenas comportamental (Individual) ou pode ser setorial, intersetorial ou coletiva, quanto mais jogadores, de forma mais setorizada, mais complexo é o exercício, pois aumentam as relações entre elementos do sistema. Além da dimensão física que é afetada juntamente com o manuseio do espaço e duração.
A duração influencia diretamente na concentração que o jogador deverá despender para realizar o exercício com sucesso. Quanto mais tempo ele precisar fazer isso, maior será o desgaste em termos de fadiga mental. Mentalmente o jogador pode ter um desgaste maior, e fisicamente não, depende do ambiente em que esta inserido. Portanto a duração do exercício esta intimamente ligada a complexidade do dia, e a sub-dinâmica fisiológica que diz respeito a valorização de um determinado tipo de contração, no caso, quinta-feira, será um dia de desgaste físico não tão grande, com poucas recuperações, porém que exigirá um comportamento tático muito grande, com isso se traz por arrasto uma série de componentes mentais que geram uma fadiga diferente da fadiga de quarta-feira por exemplo, que em termos fisiológicos será mais aguda. Portanto o tempo de quinta-feira em exercícios é maior, e tem uma incidência mais aeróbia do que anaeróbia. É o que eu chamo de resistência ao modelo, pois gera-se uma resistência específica dentro do contexto do modelo de jogo.

EXEMPLO DA INFLUÊNCIA DA DURAÇÃO DO EXERCÍCIO




É importante lembrar que, não é por ter um tempo pré-definido de 3 minutos de exercício, que isso ocorrerá de forma mecânica. Vão existir exercícios que em 30 segundos terão que ser parados e terá que haver uma intervenção pois os princípios idealizados não estão sendo atingidos e não há uma tendência para que isso ocorra, aí entra a intervenção do treinador, de preferência de forma a estimular a descoberta dos jogadores, através de comportamentos da dinâmica, não através de informações mastigadas. Na base algumas vezes os jogadores, por não terem ainda um repertório mental grande de situações vivenciadas não sabem descobrir soluções, isso é possível através da Lógica ( Ciência que estuda as leis do raciocínio, coerência BUENO, 2000), ou seja, qual a coisa mais lógica a fazer para resolver determinado constrangimento, após isso novos caminhos surgirão através do conhecimento adquirido.
Carlos Campos: A repetição sistemática dos princípios assenta em três pilares fundamentais: o princípio da progressão complexa, o princípio da alternância horizontal em especificidade e o princípio das propensões. De acordo com a sua experiência concorda que este último é o mais complexo, o que exige melhor conhecimento do jogo, o que contribui de forma mais efectiva para o "jogar" específico que pretende? 
Rui Faria: É fundamental perceber a relação que existe entre os três bem como a complexidade do exercício que se cria. No exercício vão aparecer determinados princípios e sub-princípios que queremos evidenciar porque são parte da nossa forma de jogar mas há que ter em conta que não podemos nem queremos isolar esses aspectos de outros que surgem por inerência. O importante é perceber a complexidade daquilo que se pede e enquadrar isso numa lógica de trabalho semanal que permita que a aquisição seja facilitada. Portanto, não podemos exigir a evidenciação de determinados princípios com grande complexidade quando os jogadores estão ainda em processo de recuperação mental e emocional, ou seja, é decisivo que a exigência do que queremos seja feita em função da relação que existe entre o desempenho e a recuperação. Não podemos pensar num desses três princípios sem pensar nos outros uma vez que o padrão de exigências tem que ser enquadrado na sua organização semanal no melhor momento para que haja sucesso na aquisição desse mesmo princípio.
CAMPOS (2007)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


SÁ, Pedro João Ramos Amorim (2001); Exercícios Complexos de Treino: Influência das variáveis espaço, tempo e número de jogadores na intensidade do esforço de um exercício de treino - Dissertação apresentada com vista à obtenção do grau de Mestre em Ciências de Desporto, na área de especialização de Treino em Alto Rendimento, realizada sob a orientação do Professor Doutor António Natal (FCDEF-UP).

CAMPOS, Carlos (2007); A Singularidade da Intervenção do Treinador como a sua «Impressão Digital» na… Justificação da Periodização Táctica como uma «fenomenotécnica». Porto: C. Campos. Dissertação de Licenciatura apresentada à Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Sob orientação do Professor Doutor Vitor Frade.

BUENO, Silveira (2000); Minidicionário da língua portuguesa. Edição revista e atualizada. Editora FTD- São Paulo - SP.

OLIVEIRA, José Guilherme (2004); Uma concepção de treino: Periodização Tática. Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física - Universidade do Porto - Gabinete de Futebol - Mestradode Alto RendimentoDesportivo.

Grande Abraço

Luis Esteves

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